Maior parte dos pontos não agrada aos usuários

Sem padrão nem de cor, eles muitas vezes ficam escondidos; para a população, falta uma manutenção periódica

ADRIANA FERRAZ, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2012 | 03h03

Pichados, escuros, sem proteção lateral e com coberturas danificadas. A maior parte dos abrigos de ônibus existentes hoje na capital paulista não agrada aos usuários do transporte público. Faltam manutenção constante das estruturas, limpeza e, principalmente, um sistema de informação ao passageiro, que não sabe nem sequer quais linhas atendem determinadas paradas.

Os pontos são ainda piores: eles não têm padrão de formato, de tamanho nem de cor e, muitas vezes, encontram-se escondidos pelos veículos estacionados na via pública. "Nessa cidade, a gente fica um tempão esperando pelos ônibus sem ter um local apropriado para sentar, ou mesmo ficar protegida da chuva", reclama a vendedora Maria Aparecida da Silva, de 49 anos.

A situação é ruim em todas as regiões de São Paulo, seja na periferia ou no centro expandido, com poucas exceções. Até corredores de tráfego centrais enfrentam o problema, como as Avenidas do Estado, Sumaré, Doutor Arnaldo, Celso Garcia e Pacaembu. Estragos nas coberturas dos abrigos são os principais problemas nessas vias. Quebradas, não impedem que os passageiros se molhem em dias de chuva.

"É difícil achar um ponto bem cuidado. Não basta consertar, a Prefeitura precisa também dar um jeito de evitar os atos de vandalismo, que são o maior problema", afirmou a vendedora Neusa Araújo, de 61 anos.

Nas Avenidas Brasil, Liberdade e 9 de Julho, a falta de padrão é facilmente observada. Tem abrigo de metal, de madeira e de concreto. Com ou sem cadeira.

As paradas dos corredores de ônibus também têm problemas, mas a maioria delas é considerada mais apropriada pelos passageiros, e tem uma vantagem: a iluminação mais forte. Para a vendedora Susan Ramos, de 29 anos, a escuridão torna a espera pelo ônibus perigosa. "Na Avenida do Estado, por exemplo, dá medo ficar no ponto à noite. Ainda mais se for nas proximidades do Parque Dom Pedro II, onde tem muito morador de rua."

Gasto. Enquanto os novos modelos não tomam as ruas, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras continua responsável pela manutenção. Ontem, a pasta não informou quanto investe no serviço. Estima-se que sejam R$ 8 milhões por ano.

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