Maior parte das denúncias de homofobia envolve conhecidos da vítima

Estudo da Coordenadoria de Diversidade Sexual mostra que 16% dos acusados eram parentes

Diana Dantas, de O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2010 | 23h16

SÃO PAULO - Familiares e pessoas conhecidas são apontados como os principais responsáveis pelos casos de homofobia em São Paulo. A constatação é do estudo inédito da Coordenadoria de Diversidade Sexual (Cads). Os dados mostram que 16% dos acusados pelas vítimas eram parentes e 38%, conhecidos.

Divididos por tipos de agressão, os números revelam que 248 casos foram de violência simbólica (sem ataque físico). Desses, 20% foram cometidos em âmbito doméstico, 58% em público.

Foi o que ocorreu com o administrador Sérgio Yashima, de 44 anos, desempregado há um ano, desde que se demitiu da faculdade em que trabalhava. “Colaram um cartaz na minha mesa dizendo ‘Há um pai de santo que cura viadagem’.” Com a ajuda do Cads, Sérgio entrou com um processo na Justiça contra a universidade.

A maioria dos homens vítimas de homofobia tem de 25 a 39 anos (54%) e cursou até o ensino médio (44%).

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