VALERIA GONCALVEZ/ESTADAO
VALERIA GONCALVEZ/ESTADAO

Maior desafio é convencer o morador de rua aceitar acolhimento, diz secretário

Pasta disponibilizou 619 vagas a mais em abrigos para este período de baixas temperaturas 

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

22 Maio 2018 | 11h36

SÃO PAULO - O secretário em exercício de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, José Castro, afirmou em entrevista à Rádio Eldorado, nesta terça-feira, 22, que o maior desafio da Prefeitura, em baixas temperaturas, é convencer o morador em situação de rua aceitar acolhimento.

Segundo Castro, além das 14 mil vagas nos Centros de Acolhimento, a Prefeitura disponibilizou para este período de baixas temperaturas mais 619 vagas, 180 em dois abrigos exclusivos para o período de frio e 439 vagas em 123 equipamentos existentes.

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O Secretário afirmou que as equipes da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social saem às ruas, em rondas pró-ativas, onde há maior concentração de moradores em situação de rua, para fazer o processo de convencimento para o acolhimento das pessoas.

"Eu destaco que vagas não são um problema pra gente nesse momento. Na noite passada, nós tivemos quase 400 vagas que ficaram ociosas na nossa rede. Então, nosso maior desafio nesse momento de baixas temperaturas é justamente o processo de convencimento para que as pessoas em situação de rua aceitem o acolhimento", explicou Castro.

A cidade registrou nesta segunda-feira, 21, a madrugada mais fria do ano. Segundo o Centro de Gerenciamento  de Emergências Climáticas (CGE), os termômetros registraram em média 8°C e os bairros mais gelados foram Capela do Socorro, na zona sul, com 3,2°C e Perus, na zona norte, com 5°C.

Dois moradores de rua morreram na madrugada de segunda-feira na cidade de São Paulo. A suspeita é de que os homens tenham morrido em decorrência das baixas temperaturas registradas na cidade. 

Um corpo foi encontrado na rua General Jardim, na região central, e o outro na Av. do Rio Pequeno, na zona oeste. A Prefeitura aguarda os exames do Instituto Médico Legal (IML) para comprovar as causas das mortes.

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