Maior chacina do ano em São Paulo deixa oito mortos

Polícia trabalha com hipótese de vingança por ação contra desmanche de carros roubados

Eduardo Reina, do Estadão,

16 de setembro de 2007 | 13h47

Oito homens foram executados com vários tiros, no sábado à noite, dentro de um bar no bairro da Quarta Divisão, em Ribeirão Pires, região do ABC Paulista. Outras três pessoas também ficaram feridas na maior chacina do ano em São Paulo. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime estaria ligado a uma ação da Polícia Militar num desmanche de carros roubados localizado na Avenida Miro Atílio Peduce, bem próximo do bar. Na tarde de sábado, depois de receber uma denúncia anônima, os PMs invadiram o estabelecimento irregular de venda de peças de carros roubados. Três pessoas acabaram presas em flagrante. De acordo com a polícia, alguém teria denunciado a existência do desmanche. Nesse caso, as execuções teriam sido motivadas por vingança. O calibre de uma das armas usadas na chacina de sábado, uma pistola 9 milímetros de uso exclusivo das Forças Armadas e da Polícia Militar, também já tem "histórico" no bairro da Quarta Divisão. Há registros de pelo menos três homicídios com o mesmo tipo de pistola no bairro de Ribeirão Pires. Existe ainda a especulação de que a arma seja alugada para ações criminosas. A polícia do ABC trabalha com a informação de que três dos oito mortos teriam envolvimento com o tráfico de drogas; um deles também estaria envolvido com máquinas caça-níqueis. Segundo moradores do bairro, o alvo das execuções seria Reinaldo Teodoro de Souza, conhecido como dono de um ponto-de-venda de drogas. Ele e outros três homens tinham passagem criminal. O crime foi praticado por quatro homens que chegaram a pé no bar. Dois deles estavam com toucas ninjas para esconder os rostos. Morreram no local Reinaldo Teodoro de Souza, de 43 anos, José Francisco de Melo, de 41, Richard Dênis Guarizzo, de 36, Edinei Paulo Gonçalves, de 35, Alessandro da Silva Nunes, de 27, Marcos Luiz da Silva, de 23, e Denizar Marcelino Barbosa, de 22. Bruno Ramos Firmino, de 16 anos, chegou a ser levado ao hospital, onde morreu hoje à tarde. (colaboraram Naiana Oscar e Shaonny Takaiama)

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