Máfia nigeriana escapa até dos grampos

Por trás das "mulas" funciona uma ampla rede de traficantes com conexões internacionais. A máfia nigeriana, segundo a Polícia Federal, é uma das principais articuladoras desse tipo de crime. "Eles têm uma capacidade muito grande de aliciamento, tanto nos países europeus quanto no território brasileiro", diz o delegado da PF no Aeroporto de Cumbica, Wagner Castilho.

O Estado de S.Paulo

11 Março 2012 | 03h00

Os grupos de traficantes funcionam quase como empresas. Há quem transporte as "mulas", quem reserve os hotéis e quem apenas observe se tudo vai dar certo no aeroporto. É raro que qualquer uma dessas pessoas seja presa, pois as investigações chegam só até a parte mais visível e frágil dessas organizações. No Brasil, policiais afirmam ter grande dificuldade de prender criminosos de origem africana, por causa do grande número de dialetos que usam nas ligações, tornando quase impossível o monitoramento telefônico.

E as rotas são mudadas de acordo com a necessidade e a vigilância. "O narcotráfico tem uma geoeconomia que é muito ágil e busca o lucro a todo momento", afirma o jurista e professor Walter Maierovitch. Segundo ele, autor de livros sobre organizações criminosas, a droga levada por avião representa apenas 1% do tráfico. O grosso da droga segue por contêineres em navios.

Grécia. País mais atingido pela crise europeia, a Grécia tem apenas quatro cidadãos presos em São Paulo. No entanto, não escapou das estratégias do narcotráfico. Para atender o país, quebrado financeiramente, criminosos desenvolveram uma nova droga, com base de água de bateria, apelidada de sisa, que custa 0,50 a pedra e, como o crack, é fumada em cachimbos.

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