Máfia do ISS: MP investiga se bancos também pagavam propina

Informações sobre esquemas paralelos foram repassados por auditor que fez acordo de delação premiada

O Estado de S. Paulo

13 Dezembro 2013 | 11h23

SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual disse ter obtido informações sobre supostos pagamentos de propina feitos por bancos, estacionamentos e empresas de segurança para a quadrilha que atuava no setor de Imposto Sobre Serviços (ISS). Os dados seriam "genéricos" e envolveriam esquemas paralelos comandados por Ronilson Bezerra Rodrigues, que foi ex-subsecretário de Arrecadação da Secretaria Municipal de Finanças da gestão Gilberto Kassab (PSD). A denúncia foi feita pelo auditor Luis Alexandre Cardoso de Magalhães, fiscal integrante da máfia do ISS que fez um acordo de delação premiada com o Ministério Público.

Somando os esquemas paralelos, segundo a delação, Rodrigues movimentaria R$ 6 milhões por semana. Seu advogado, Marcio Sayeg, nega.

Eles não são, no entanto, o foco principal das investigações no momento - o Ministério Público já tem provas da sonegação de ISS em 410 construções de prédios apenas no período entre junho de 2010 e outubro de 2011. O promotor que preside as investigações do caso, Roberto Bodini, diz acreditar que o esquema operou entre os anos de 2005 e 2012.

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