Mães têm de comprar remédios para os detentos em Praia Grande

Outro problema recorrente no sistema carcerário paulista é que a pena acaba muitas vezes se estendendo para os familiares de quem está preso. No domingo passado, a faxineira Maísa Conceição da Silva, de 40 anos, foi visitar o filho no Centro de Detenção Provisória em Praia Grande. Ao passar pela revista, um dos funcionários a informou que havia uma denúncia de que ela estava levando drogas no interior de seu corpo.

O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2012 | 03h02

Ela foi algemada e iniciou um longo roteiro pelos hospitais para fazer exames e tirar chapas, até ser constatada sua inocência. Chegou às 7 horas no presídio para visitar o filho e só conseguiu sair às 18 horas. Além de não vê-lo, foi humilhada e xingada pelos funcionários e registrou boletim de ocorrência em Praia Grande, denunciando a situação. "Eu não sou a única. Essas humilhações são constantes", diz Maísa.

No CDP da Praia Grande, aliás, a falta de médico e de enfermeiros é outro problema crônico. A diretora da entidade Amparar, Andrelina Amália Ferreira, de 43 anos, conhecida como Andrea MS, afirma que as mães dos doentes precisam comprar remédios do lado de fora para enviar aos filhos. /B.P.M

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