Mãe revê filha depois de 3 anos

Foram três anos de procura em delegacias e casas de conhecidos, de telefonemas desesperados, de noites sem sono e de pedidos de ajuda. Até que ontem, a auxiliar de limpeza desempregada Neusilene Lima de Santana, de 30 anos, reencontrou a filha desaparecida, levada pelo ex-marido. Com 10 anos, a menina disse não se lembrar da família, mas que ficou "feliz".

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2010 | 00h00

O reencontro aconteceu na escola onde a menina estuda, no Tucuruvi, zona norte de São Paulo. Era o único endereço da menina que a Justiça tinha. Ela foi localizada após uma pessoa não-identificada fazer uma denúncia à ONG Mães da Sé, que tinha foto da garota em seus cartazes de pessoas desaparecidas.

Segundo a entidade, a criança estava sendo criada pela avó paterna. Seu pai está preso, acusado de agredir a atual companheira. A avó não foi localizada nem pela Mães da Sé nem pela reportagem. O endereço dela, segundo a ONG, também é desconhecido.

Neusilene diz que foi casada durante seis anos com o pai da menina. Dois anos depois da separação, durante uma visita, ele a raptou. "Ele levou a menina quando soube que eu tinha conhecido o Reginaldo." O empreiteiro Reginaldo Rodrigues de Souza, de 36 anos, é o atual marido de Neusilene. Eles vivem em Heliópolis, na zona sul. Hoje, eles têm outra filha. "Não tinha mais esperanças. O tempo vai passando e a gente desanima. Mas meus irmãos me diziam para seguir em frente."

A presidente da ONG Mães da Sé, Ivanise Espiridião da Silva, diz que as denúncias são parte fundamental do trabalho de encontrar pessoas desaparecidas. "Dependemos da sociedade. Quando você vir um cartaz de desaparecidos, pare por um instante e olhe com atenção para as fotos. Isso pode ajudar muito."

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