Mãe notou 'falta de fecho' em brinquedo

Silmara Nishimura, mãe da menina morta no Hopi Hari, disse que não havia uma trava no cinto de segurança da filha

O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2012 | 03h01

Os pais de Gabriella Nishimura, de 14 anos, morta na sexta-feira em um acidente no parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, interior de São Paulo, falaram ontem ao Fantástico, da TV Globo. Na entrevista, a mãe da garota, Silmara Nishimura, afirma ter percebido algo errado com a trava do brinquedo. Os pais também estavam na atração La Tour Eiffel no momento do acidente.

"Perguntei a ela: 'Está travado?' Ela falou que estava", disse. Depois, a mãe afirma ter notado que havia um fecho no cinto de segurança dos outros assentos que estava faltando no de Gabriella. "Perguntei ao funcionário se havia problema. Ele falou: 'não tem problema, é seguro'."

Gabriella caiu de cerca de 30 metros de altura. Enquanto estavam no brinquedo, Silmara e Armando não perceberam o acidente. Só depois de descer da atração ouviram os gritos. "Ouvi um barulho muito forte e os gritos da minha sobrinha."

Inquérito. Segundo o Ministério Público Estadual, o Hopi Hari foi "negligente" durante o episódio que resultou na morte de Gabriella. "Que houve negligência me parece evidente. Quero saber em qual nível, grau e momento. Se foi na manutenção do brinquedo ou na fiscalização da segurança", disse o promotor Rogério Sanches.

O MP quer saber como a adolescente caiu do brinquedo. O promotor trabalha em duas frentes: a da investigação criminal paralela à da Polícia Civil, para apontar os responsáveis pelo acidente, e outra para analisar consequências e providências do ponto de vista dos consumidores que frequentam o local.

O promotor vai ao parque hoje com um perito para entender como funciona o brinquedo e saber o nome de quem cuida dele. "Preciso saber a força do impacto, se a garota poderia estar presa e se soltar." O parque informou que tem profissionais habilitados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-SP) e que passa por vistorias periódicas. / TATIANA FÁVARO

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