Mãe fica cara a cara com assassino, mas é proibida de depor

Após manobras de defesa e acusação e risco de o julgamento ser anulado, um acordo: a mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, de 45 anos, não sentou no banco das testemunhas. Seu depoimento foi dispensado quando ela já estava no plenário, cara a cara com Lindemberg.

O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2012 | 03h04

O encontro, esperado há três anos e quatro meses, durou menos de cinco minutos. E foi silencioso. Segundo Ana Cristina, no entanto, um gesto chamou sua atenção. "Ele fez um movimento com as mãos como se pedisse para eu aliviar a barra dele, falando bem dele. Mas ele matou minha filha, é um assassino. E não se arrependeu de nada até hoje."

A mãe da vítima ressaltou que gostaria de ter testemunhado. "Achei que a advogada não deveria ter me liberado. Mas ela deu um piti na hora e fez de tudo para me tirar da sala." Para Ana Cristina, Lindemberg tem de ficar preso. "Se sair, acho que faz de novo, com qualquer uma."

Ao lado dos filhos, Ana Cristina assistiu ao resto dos depoimentos sentada na plateia. Não se manifestou. E não tirou os olhos de Lindemberg. / A.F. e A.R.

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