Mãe e padrasto de Joaquim voltam a depor em Ribeirão

De acordo com o delegado do caso, as provas em poder da polícia são suficientes para acusar Guilherme Longo pela morte do garoto, cujo corpo foi encontrado no dia 10

Rene Moreira, Especial para o Estado

18 Novembro 2013 | 13h40

RIBEIRÃO PRETO - A mãe do menino Joaquim, a psicóloga Natália Ponte, chegou no final da manhã desta segunda-feira, 18, na DIG (Delegacia de Investigações gerais) de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Ela será ouvida pela terceira vez sobre a morte do garoto. Segundo o delegado Paulo Henrique Martins de Castro, algumas contradições entre o que ela diz e o que alega seu companheiro, Guilherme Longo, o principal suspeito do crime, aumentaram muito.

Longo também deve ser ouvido nesta segunda. O padrasto já estaria em Ribeirão, mas em outro local não revelado. A presença dos dois na cidade pode significar também que a reconstituição do crime está para ser feita. A polícia já tem até um esquema de segurança preparado e que prevê o fechamento de algumas ruas próximas à residência da família.

Familiares de Guilherme Longo teriam ido de madrugada e retirado todas as homenagens que estavam na frente da casa onde morava o menino Joaquim. Pelo menos é o que dizem vizinhos, que contaram que a retirada foi feita debaixo de chuva, quando o movimento praticamente não existia na rua.

No local será feita a reconstituição do caso. A polícia quer saber como o garoto desapareceu de seu quarto e foi parar dentro do rio Pardo. Ao final do inquérito, o padrasto do menino deve ser indiciado por homicídio doloso. De acordo com o delegado Paulo Martins, as provas em poder da polícia são suficientes para acusar Guilherme Longo. "Ainda falta colher mais provas, mas com as que a gente tem, já é possível indiciar o Guilherme por homicídio doloso".

Cronologia do caso:

Dia 5/11

Joaquim Pontes Marques, de 3 anos, desaparece após ter sido colocado para dormir em seu quarto, por volta da meia-noite, em Ribeirão Preto, interior de SP.

Dia 6/11

O delegado Paulo Henrique Martins de Castro pede a prisão do casal.

Dia 7/11

A Justiça nega o pedido.

Dia 10/11

O corpo de Joaquim é encontrado no Rio Pardo. À noite, a Justiça decreta a prisão, por 30 dias, da mãe do padrasto. Exames do IML apontaram que não havia água nos pulmões da criança, o que afasta a hipótese de afogamento.

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