Alfredo Risk/Futura Press/Estadão Conteúdo
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Mãe e padrasto de Joaquim viram réus

Justiça acata denúncia contra os dois no caso da morte do garoto de 3 anos; promotor quer que Natália Ponte volte para a cadeia

Rene Moreira, Especial para o Estado

13 de janeiro de 2014 | 13h49

FRANCA- A psicóloga Natália Mingone Ponte, de 29 anos, e o técnico em sistemas de informática Guilherme Raymo Longo, de 28 anos, a partir de agora são oficialmente considerados réus no processo que trata da morte do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, ocorrida em novembro do ano passado. Os dois devem responder por homicídio triplamente qualificado, sendo o padrasto acusado ainda de ocultação de cadáver - o corpo foi achado em rio de Barretos cinco dias após o desaparecimento do garoto. A decisão foi assinada pelo juiz substituto André Quintela Alves Rodrigues, atendendo a recomendação do Ministério Público.

Nesta semana o promotor Marcus Túlio Nicolino deverá acionar a Procuradoria de Justiça para que recorra contra a liberdade de Natália. Ele quer que ela volte para a cadeia. Para isso, é preciso que a procuradoria ingresse com recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que concedeu habeas corpus à mãe do menino.

Natália chegou a São Joaquim da Barra (SP), onde mora sua família, no sábado, 11, após deixar a Penitenciária Feminina de Tremembé no fim da noite anterior. Ela estava presa havia uma semana, mas conseguiu recurso sob o argumento de que não representa prejuízo à investigação.

Cronologia do caso:

 

Dia 5/11

Joaquim Pontes Marques, de 3 anos, desaparece após ter sido colocado para dormir em seu quarto, por volta da meia-noite, em Ribeirão Preto, interior de SP.

Dia 6/11

O delegado Paulo Henrique Martins de Castro pede a prisão do casal.

Dia 7/11

A Justiça nega o pedido.

Dia 10/11

O corpo de Joaquim é encontrado no Rio Pardo, em Barretos. À noite, a Justiça decreta a prisão, por 30 dias, da mãe do padrasto. Exames do IML apontaram que não havia água nos pulmões da criança, o que afastou a hipótese de afogamento.

Dia 11/12

A psicóloga Natália Ponte, mãe do menino, deixa a Cadeia Feminina de Franca, no interior de São Paulo após habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Dia 4/1

O Tribunal de Justiça de São Paulo decreta a prisão de Natália Ponte.

Dia 10/1

Natália ganha habeas corpus para sair da penitenciária de Tremembé e deixa o local

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