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Mãe e filho serão indenizados por comentários racistas de professora

Sentença fixou pagamento de R$ 10 mil; de acordo com o processo, os dois sofreram ofensas de cunho preconceituoso sobre o Dia da Consciência Negra

O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2016 | 09h58

SÃO PAULO - A Justiça de São Paulo condenou uma professora e o governo estadual a indenizar um menor de idade e a mãe por comentários racistas proferidos em sala de aula. A sentença fixou pagamento de R$ 10 mil para cada autor por danos morais. 

A decisão, proferida nesta sexta-feira, 18, é da 9ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo e a sentença foi assinada pelo juiz Marcelo Machado da Silva, da 4ª Vara Cível de Guarujá. O processo foi aberto no dia 22 de setembro.

No processo, consta que mãe e filho, alunos de escola estadual, sofreram ofensas de cunho preconceituoso sobre o Dia da Consciência Negra durante uma aula da docente condenada. 

A Fazenda Pública do Estado apelou, "alegando que os fatos narrados são meros aborrecimento", segundo consta na ação.

Ao julgar o pedido, o relator do caso e desembargador Rebouças de Carvalho entendeu que ficou comprovada a relação de causalidade entre o ato e os danos causados pelos autores dos comentários. Carvalho manteve, portanto, a sentença.

"Os fatos ocorreram no interior de uma escola pública e motivado por comentário infeliz e impróprio, ainda que episódico, e vindo de uma professora ganha ainda contornos mais graves. Referido tipo de comportamento de quem tem o dever de ensinar não pode ser admitido, devendo ser coibido", explicou o desembargador. 

Em nota, a PGE disse que ainda não foi intimada do resultado do julgamento ou do teor do acórdão.

"Assim que isto ocorrer, avaliará se é ou não caso de recorrer."

 

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