Mãe e filha são assassinadas em condomínio de Ibiúna

Vizinha de condomínio foi dar parabéns para despachante que fazia 58 anos de idade e achou os corpos dela e da mãe

FELIPE BRANCO CRUZ, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2011 | 03h04

A empresária Ignez Barbosa de Oliveira, de 81 anos, e sua filha, a despachante Sônia Regina Antunes de Oliveira, de 58, foram brutalmente assassinadas com facadas no pescoço na madrugada de ontem, no município de Ibiúna, no interior de São Paulo, a 73 quilômetros da capital. As duas mulheres moravam na Rua Oscar Freie, em São Paulo, e estavam passando o fim de semana na casa de campo, no condomínio Portal de Ibiúna, no bairro de Lajeadinho.

Uma vizinha encontrou os corpos e chamou a polícia, por volta da meia-noite de ontem. Ela contou que foi à casa das duas porque era aniversário de Sônia e queria dar os parabéns. Os corpos estavam caídos um ao lado do outro, perto de dois quartos da casa, rodeados por uma grande poça de sangue. O local estava completamente revirado, com gavetas abertas e objetos espalhados pelos cômodos. A casa possuía um grande cofre, que estava trancado e não tinha marcas de arrombamento. Segundo os policiais, o portão da casa foi arrombado. A perícia esteve no local para análises.

O carro das vítimas - um Fox vermelho - também foi roubado pelo bandido e localizado ontem pelos policiais. Ele foi abandonado no centro de Piedade, cidade vizinha a Ibiúna, a 25 quilômetros de distância. Dentro do veículo, havia uma faca e muito sangue.

A dinâmica do assassinato impressiona pela brutalidade. De acordo com o boletim de ocorrência, havia marcas e grandes pegadas de sangue espalhadas por toda a casa. O que leva a crer que o assassino continuou no local após as mortes sem se preocupar em limpar a cena do crime ou desviar das poças. Havia também pingos de sangue na bancada da cozinha, onde supostamente estava um aparelho de celular. Na mão de uma das vítimas, policiais encontraram um tufo comprido de cabelos. Os corpos, no entanto, só exibiam marcas de facadas no pescoço. Eles foram encaminhados para o IML de Sorocaba e deverão ser transportados para São Paulo ainda hoje.

Suspeito. De acordo com um dos funcionários do condomínio, que não quis se identificar, o lugar possui câmeras de segurança. Ele não soube dizer, no entanto, se elas capturaram imagens do assassino. Na portaria do condomínio, não foi registrada a saída do carro das vítimas.

Ainda segundo o funcionário, moradores suspeitam de que o assassino conhece bem o condomínio, já que nenhum dos porteiros foi rendido. Funcionários, vizinhos do condomínio e familiares serão chamados para prestar depoimento.

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