Mãe diz que viatura recolheu o corpo do filho

A Grande São Paulo teve anteontem mais uma noite violenta: além do assassinato do PM Gilmar dos Santos, de 42 anos, às 21h, em um bar de Sapopemba, na zona leste da capital, a Região Metropolitana teve outras nove pessoas baleadas - cinco morreram. Em um dos casos, no Parque Santo Antônio, na zona sul, uma mãe denuncia que o filho foi executado por policiais.

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2012 | 03h03

O caso ocorreu meia hora depois do ataque ao soldado da PM. Três pessoas foram baleadas na porta de um bar. Edvandro Cristiano Ribeiro de Araújo, de 24 anos, morreu. Para sua mãe, a diarista Giovana, de 43 anos, não há dúvida de que policiais mataram seu filho. "Ele foi morto por milícia, por grupo de extermínio. Mataram pelas costas, com tiro na nuca, de forma covarde. Um minuto depois dos tiros, duas viaturas chegaram para pegar os corpos."

Giovana conta que o filho nunca se envolveu com a criminalidade e havia saído de casa para assistir a uma partida de futebol com os amigos em um lava-rápido. Ele estava contente pelo nascimento do filho. "Vi ele feliz, mostrando as fotos do meu neto para mim. Agora, está dentro de um caixão."

Três horas depois, um homem não identificado, de cerca de 35 anos, foi morto no Parque Santo Antônio. Moradores relatam que estão com medo de sair à noite, ser confundidos com criminosos e mortos.

No mesmo horário, um homem foi baleado e morto em uma rua de Pirituba, na zona norte. Já na Cidade Líder, três jovens foram alvejados enquanto conversavam na rua - um deles morreu. Pouco depois, em Itaquaquecetuba (Grande São Paulo), um PM reagiu a um assalto e matou o ladrão.

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