Mãe diz à Justiça que não tinha 'dimensão' dos maus-tratos sofridos pela filha

CASO JOANNA

, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2010 | 00h00

Cristiane Ferraz, mãe da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, morta aos 5 anos, em agosto, prestou depoimento ontem na audiência da médica Sarita Fernandes Pereira, chefe da Pediatria da Clínica Sol e Mar, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio). Sarita é acusada de homicídio doloso por omissão na morte da criança. "Não tinha dúvidas que minha filha sofria maus-tratos, mas não tinha a dimensão", disse Cristiane após a audiência. Ela negou no 3.º Tribunal do Júri que a filha sofresse de convulsões, como alega o pai, André Rodrigues Marins, preso segunda-feira sob acusação de ter matado e torturado a filha. A mãe disse que encontrou Joanna no hospital em coma com hematomas, queimaduras e escoriações. Um legista do Ministério Público, Sérgio Cunha, responsabilizou Sarita e o estudante de Medicina Alex Sandro da Cunha Souza pelo mau atendimento a Joanna.

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