Mãe de Joaquim volta a depor em Ribeirão

A psicóloga Natália Ponte, que está presa em Franca, será ouvida nesta quinta

Rene Moreira, Especial para o Estado

14 Novembro 2013 | 12h41

RIBEIRÃO PRETO - A psicóloga Natália Ponte, de 29 anos, mãe do menino Joaquim, 3, encontrado morto em rio após seis dias desaparecido, deixou na manhã desta quinta-feira, 14, a Cadeia Feminina de Franca (SP), onde está presa, e foi levada para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto (SP), local em que prestará novo depoimento à tarde. Antes disso, alguns de seus familiares tentaram, sem sucesso, visitá-la na cadeia.

Natália vai falar à polícia um dia após seu companheiro, o técnico em informática Guilherme Longo, de 28 anos, prestar novo depoimento. Ele negou as agressões e ameaças relatadas pela mulher, que agora novamente será indagada a esse respeito pelo delegado Paulo Henrique Martins de Castro. Por enquanto, uma acareação entre o casal está descartada.

Em depoimento nessa quarta-feira, 13, Longo ter participado da morte da criança. Ouvido por mais de quatro horas,  ele explicou como usou 30 doses da insulina – medicamento tomado pela criança, que era diabética.

Longo é o principal suspeito do assassinato de Joaquim, que desapareceu na madrugada do dia 5 da casa onde vivia com o padrasto e a mãe, a psicóloga Natália Ponte, de 29 anos, também presa. O corpo da criança foi encontrado em um rio, no domingo. A principal hipótese da polícia é assassinato por superdosagem de insulina.

"Ele negou participação no crime e as agressões. Nada muda nas investigações, continuamos com a tese central que coloca Guilherme saindo de casa e jogando a criança no rio", afirmou o delegado Paulo Henrique de Castro, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Em depoimento, o padrasto afirmou que usou a insulina do menino para conter a vontade de usar cocaína – o suspeito é viciado em drogas. "Em uma situação de desespero, em um dia em que ele trocou seu celular por quatro cápsulas de cocaína, passando o efeito, e se autoaplicou 30 doses", disse o advogado Antônio Carlos de Oliveira.

Cronologia do caso:

Dia 5/11

Joaquim Pontes Marques, de 3 anos, desaparece após ter sido colocado para dormir em seu quarto, por volta da meia-noite, em Ribeirão Preto, interior de SP.

Dia 6/11

O delegado Paulo Henrique Martins de Castro pede a prisão do casal.

Dia 7/11

A Justiça nega o pedido.

Dia 10/11

O corpo de Joaquim é encontrado no Rio Pardo. À noite, a Justiça decreta a prisão, por 30 dias, da mãe do padrasto. Exames do IML apontaram que não havia água nos pulmões da criança, o que afasta a hipótese de afogamento.

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