Mãe de ex-noivo pede desculpa à família de Evellyn

Em entrevista a um canal de televisão local, familiares da garota dizem que ela não é culpada pelos atos do filho

Rejane Lima, do Estadão, e Naiana Oscar, do Jornal da Tarde,

20 de novembro de 2007 | 15h29

A mãe do motoboy desempregado Gilmar Leandro da Silva, de 23 anos, que matou a ex-noiva na segunda-feira, em Praia Grande, a 86 quilômetros da capital paulista, pediu que parentes da jovem Evellyn Ferreira Amorim, de 18 anos, perdoem sua família. Em entrevista a um canal de televisão local, ela disse que sua família está sofrendo.   "Só espero que a família dela (Evellyn) me perdoe e perdoe a nossa família. A gente não tem culpa. Estamos sofrendo muito pelos dois. Eles tinham tudo para terminar juntos, ninguém esperava que terminariam juntos dessa forma trágica", lamentou Célia Silva.   Reunidos desde a notícia de que o rapaz havia feito a jovem refém, por volta da meia-noite de segunda-feira, 19, os parentes da garota acompanham o velório dos dois no cemitério Morada da Grande Planície, em Praia Grande. Benedito Júnior, primo da balconista, ressaltou que a família do motoboy não tem culpa pelo assassinato. "Perdoar os atos dele, só Deus pode. Ninguém quer guardar mágoa da família dele", afirmou à emissora de TV. O sepultamento do rapaz será às 15 horas e o da moça, às 16h30.   Abordagem   À meia-noite de domingo, a caixa Evellyn e o balconista Almir Antonio Guimarães, de 42 anos, preparavam-se para fechar o estabelecimento. Um casal de clientes, que ainda estava na farmácia, relatou que naquele momento Silva entrou no local, alegando que havia ido lá para ajudar a ex-noiva a fechar a drogaria. "Eu escutei o barulho da uma algema que ele estava segurando e falei para os clientes saírem tranqüilamente - sem nem precisar pagar", explicou Guimarães, que foi tomado como refém - o assassino só o liberou às 5 horas.   Segundo o balconista, Silva já chegou ao local um pouco alcoolizado, segurando duas latinhas de cerveja, e se mostrava decidido a se matar. "Ele deixou ela (Evellyn) fazer tudo que precisava, incluindo fechar o caixa, e depois algemou a mão esquerda dele à direita dela e me disse: "não precisa se preocupar, não vai acontecer nada contigo, nada com ela, só eu que vou sair daqui para o cemitério."   Por volta da 0h20, o motoboy atirou contra a parede. "Ela estava tentando discutir, daí ele começou a apontar a arma para mim e para ela e disse que não estava de brincadeira", comenta Guimarães.   Orkut   De acordo com o atendente, Silva mostrava-se ciumento e dizia que a jovem havia prometido reatar o relacionamento e havia, inclusive, lhe feito visitas íntimas no período em que ele permaneceu preso. "Falou que tinha visto o Orkut dela e começou a brigar. Daí, a Evellyn disse que nem tinha mais Orkut e entrou na internet para mostrar para ele."   Na seqüência, o local foi cercado pela polícia. Um pouco antes do meio-dia, o desempregado avisou que iria se entregar em dez minutos e foi orientado a jogar os projéteis por debaixo da porta e, em seguida, o revólver. No entanto, cerca de dois minutos depois, foram ouvidos dois tiros. A polícia ainda tentou contatar Silva pelo rádio e, como não conseguiu, invadiu a farmácia. Os investigadores encontraram os dois feridos, o corpo dela sobre o do ex-noivo. A caixa morreu no hospital às 14h20 e ele, às 17h40.   (Com informações da TV Tribuna)

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