Mãe de Eloá chega discretamente ao Fórum de Santo André

Pela manhã, advogado assistente da acusação, Ademar Gomes, havia informado que Ana Cristina não iria comparecer

estadão.com.br,

15 de fevereiro de 2012 | 12h52

SÃO PAULO - Discretamente, a mãe de Eloá Pimentel, Ana Cristina Pimentel, chegou por volta das 12 horas ao Fórum de Santo André, onde acontece o terceiro dia de julgamento de Lindemberg Alves, acusado de matar a ex-namorada em outubro de 2008. As informações são da Rede Record.

Pela manhã, o advogado assistente da acusação, Ademar Gomes, havia informado que Ana Cristina não iria comparecer ao local, alegando que o júri tem sido extenuante e que ela estava cansada.

Na terça-feira, Ana Cristina ficou frente a frente com o acusado de matar a filha dela. Os dois se encararam por cerca de dois minutos.

Previsto para ter duração de três dias - com início na última segunda até hoje - o julgamento já teve algumas tônicas.

Segundo dia. Ontem, o depoimento do negociador do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), capitão Adriano Giovanini, causou um choque de versões. Mais de três anos após a morte de Eloá, no ABC, ele continua a afirmar que um disparo no apartamento motivou sua invasão pela Polícia Militar. Sua versão diverge do que relatou a única testemunha ocular, a estudante Nayara Rodrigues da Silva, que alegou que Lindemberg só atirou após ação do Gate.

Na parte da manhã, os depoimentos que mais chamaram a atenção foram os dos irmãos da vítima: testemunharam o caçula, Everton Douglas Pimentel e Ronickson Pimentel dos Santos. Em ambos os relatos, os garotos ressaltaram a agressividade e o desequilíbrio de Lindemberg em querer a posse de Eloá. 'Uma pessoa dessas não pode ser considerada ser humano. Podem dizer que era trabalhador, não importa. Ele não é digno de estar na sociedade'.

Primeiro dia. Na segunda-feira, a principal testemunha foi a de Nayara, amiga de Eloá. Emocionada ao relembrar da tragédia e mesmo confrontada pela advogada de defesa, Ana Lúcia Assad, ela garantiu que Lindemberg planejou o crime. Eloá 'não sairia de lá viva', segundo disse.

Foram ouvidos também os dois amigos de Eloá mantidos como reféns - Victor Lopes e Iago Vilela de Oliveira, ambos de 18 anos. Os dois confirmaram que Lindemberg tinha intenção de matar Eloá desde o início e relataram que foram agredidos pelo réu. Iago prestou depoimento na frente do acusado e afirmou que ele se 'gabava do poder' que adquiriu ao invadir o apartamento, no ABC paulista.

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