Mãe de bebê que morreu engasgado acusa escola de negligência

Quando pai foi buscá-lo, funcionária avisou que criança estava 'roxa'; ele ainda tentou socorrer o bebê

da Redação, estadao.com.br

28 de julho de 2008 | 12h20

A mãe do bebê de 7 meses, que morreu na sexta-feira, 25, de parada cardiorrespiratória, acredita que houve negligência por parte dos funcionários da creche particular Cantinho da Lua, na zona norte da capital paulista, onde o menino estava. Segundo Josefa Lidiane Correia, o filho foi deixado na escola "bem de saúde".   A morte da criança só foi descoberta quando o pai, Julio Cezar Ribeira, chegou para levá-lo para casa. Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, no domingo, Josefa contou que deixou a criança na creche com uma papinha de legumes. "Eu deixei ele feliz, sorrindo, contente. Não tinha febre, não tinha gripe, uma coriza ele não tinha. Ele estava perfeito, não tinha nada".   Depois de esperar na porta da creche por cinco minutos, o pai recebeu a notícia de que o bebê não estava respirando de uma funcionária. Ele relatou que na hora, como ainda tinha esperanças de salvar o bebê, não questionou o que aconteceu. "Saí de lá que nem um louco. Quando vi o estado do meu filho, todo roxo, corpinho gelado", disse. Ribeira pegou o bebê e correu para o hospital, onde um médico constatou restou de comida na garganta do menino, ao tentar colocar um respirador.   Em seu site, a escola diz que todos os procedimentos recomendados em relação a alimentação, arroto, descanso em posição vertical e colocação para dormir foram adotado com o bebê, como de praxe, e não foi percebida qualquer anomalia. A escola diz ainda que, somente quando foram prepará-lo para entregar aos pais, perceberam que ele estava roxo. A direção diz que o Corpo de Bombeiros foi acionado e define a morte como uma fatalidade, que pode acontecer a qualquer um, até em casa.

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