Mãe ateia fogo nas duas filhas e uma das crianças morre em SP

Bebê de três meses morreu e a criança de 1 ano e 4 meses está internada na UTI do Hospital do Grajaú

Andressa Zanandrea, do Jornal da Tarde,

27 de agosto de 2008 | 04h25

Uma mulher foi presa em flagrante, na madrugada desta terça-feira, 27, após atear fogo nas duas filhas, na casa onde morava, em Parelheiros, na zona sul de São Paulo. Emeli, de 3 meses, morreu carbonizada e Evelim, de 1 ano e 4 meses, está internada na UTI do Hospital Estadual do Grajaú. A mãe ateou fogo nas filhas depois de discutir com o marido, o mecânico Paulo Lopes dos Santos Júnior, de 21 anos.   Na briga, ele teria dito que sairia de casa. Para impedi-lo, Ana Carla teria ameaçado colocar fogo nas filhas. Vizinhos do casal contam que o fogo começou por volta das 23 horas. Desesperada, Ana Carla teria ido para a rua, dito várias vezes que havia ateado fogo na casa e pedido para que socorressem as duas filhas, que estavam morrendo.   Ela chegou, inclusive, ainda de acordo com os vizinhos, a dizer que havia matado as filhas. Moradores da rua se mobilizaram, com baldes, para apagar o incêndio - os bombeiros chegaram quando o fogo já havia sido extinto. A porta da cozinha e a janela, que estavam trancadas, precisaram ser arrombadas.   Evelim, que estava no berço, foi socorrida pelo pai ao Pronto-Socorro de Parelheiros, mas Emeli, que estava em uma rede, morreu ao ser atingida pelo fogo. Ana Carla ficou com a mão esquerda ferida e Santos Júnior com queimaduras na mão direita e no rosto. O quarto, onde estavam as duas meninas, ficou destruído. As chamas atingiram também parte da sala.   "Ele pegou a garrafa de álcool da mão dela, despejou na pia, lavou com água e saiu de casa. Em seguida, ela foi atrás dele e falou para voltar e ver o que tinha feito. Ele conseguiu salvar uma das meninas, mas a outra infelizmente morreu", afirmou o aspirante a oficial Paulo Chagas, do 27º Batalhão.   Ainda de acordo com o policial, Ana Carla teria dito que havia colocado álcool no chão, de piso frio, e nela mesma, enquanto o marido teria dito que ela havia colocado álcool na rede e no berço em que estavam as filhas. A mulher teria afirmado, ainda, que o marido havia, inclusive, lavado o chão em que estava o álcool antes de sair de casa e que, depois, ela havia riscado um fósforo, o jogado já apagado no chão e saído de casa.   Ana Carla foi encaminhada por policiais militares ao 25º Distrito Policial, de Parelheiros, e seria levada para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros.   (Com informações de Ricardo Valota, do estadao.com.br)   Texto ampliado às 9h09 para acréscimo de informações.

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