Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Mãe acusada de matar as duas filhas passa por exames psiquiátricos

Corpos das adolescentes de 13 e 14 anos foram enterrados em cemitério de Taboão da Serra

Mônica Reolom,

16 Setembro 2013 | 12h22

Atualizado às 15h54.

SÃO PAULO - Mary Vieira Knorr, presa em flagrante no sábado, 14, sob acusação de ter assassinado as duas filhas adolescentes, continua internada no Hospital Universitário (HU), em São Paulo. No domingo, 15, ela passou por avaliações psiquiátricas no Pronto-Socorro da Lapa e, depois, retornou ao HU, onde passa por mais exames nesta segunda-feira, 16. A corretora de imóveis de 53 anos deverá prestar depoimento assim que tiver alta do hospital, mas ainda não há previsão para isso. A polícia investiga os motivos do crime.

O enterro de Paola Knorr Victorazzo, de 13 anos, e Giovanna Knorr Victorazzo, de 14, aconteceu no início desta segunda-feira no Cemitério Jardim Valle dos Reis, em Taboão da Serra. O pai das meninas, Marco Antonio Victorazzo, foi ao Instituto Médico Legal (IML) reconhecer os corpos, que seguiram então para o cemitério.

Entenda o caso. As duas adolescentes foram encontradas mortas em casa na tarde de sábado na Rua Doutor Romeo Ferro, Vila Gomes, zona oeste de São Paulo. Os corpos de Paola e de Giovanna estavam no andar superior da casa, cada uma em um beliche, quando a Polícia Militar chegou. Mary Vieira Knorr, mãe das adolescentes, foi detida em flagrante na casa.

O quarto estava bastante revirado e com fezes de animais. Há a suspeita de que as adolescentes estivessem mortas há mais dias. No box do banheiro do quarto havia ainda um cachorro morto com um saco plástico amarrado na cabeça.

A mãe das vítimas foi encontrada no chão da sala e afirmou que havia matado as filhas e que queria morrer, segundo a polícia. Havia sinais de gasolina em seu corpo e foi constatado vazamento de gás na residência. Mary foi encaminhada pelo resgate ao Hospital Universitário.

Policiais militares informam que foram chamados para atender ocorrência de vazamento de gás em uma casa e ao chegarem já havia uma unidade do Corpo de Bombeiros no local. A residência estava trancada, sem sinais de arrombamento. De acordo com a PM, Mary tinha passagem na polícia por periclitação (pôr em risco) de vidas e estelionato.

O caso foi registrado como homicídio simples na 14° Delegacia de Polícia (DP).

Pichação. A casa na zona oeste onde as duas adolescentes foram encontradas amanheceu pichada no domingo com a frase "Não existe amor em SP". Vizinhos disseram que não tinham contato com Mary e que ela e as meninas moravam na casa, que é alugada, há menos de um ano. Uma ex-colega de escola de Paola disse que elas eram tímidas mas muito doces e que as três mudavam de casa o tempo todo. "Elas nunca arrumavam muito as coisas. Era como fossem se mudar em seguida". 

A casa na Rua Romeo Ferro tinha muitos móveis na frente, como se fosse entulho. "Sempre achamos estranho isso tudo jogado", disse uma vizinha. Segundo uma amiga de Mary, ela tinha muitas dívidas. A bancária Juliana Solon, mãe do melhor amigo de Giovanna, disse que mãe e filha tinham uma relação conturbada.

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