Reprodução/Orkut Ana Carolina
Reprodução/Orkut Ana Carolina

Madrasta nega que sogro tenha participado da morte de Isabella

Segundo advogado de Anna Carolina Jatobá, caso é 'fofoca' e testemunha será responsabilizada

Rafael Italiani , O Estado de S. Paulo

08 Dezembro 2014 | 20h03

Atualizada às 23h52

SÃO PAULO - A madrasta da menina Isabella Nardoni, Anna Carolina Jatobá, negou nesta segunda-feira, 8, a participação do sogro, o advogado Antônio Nardoni, no assassinato da enteada, em 2008. Ao seu advogado, o criminalista Roberto Podval, ela refutou a versão de nova testemunha que afirma que o avô paterno da menina teria orientado o casal a simular um acidente, atirando a criança do 6.º andar do prédio onde moravam, na zona norte de São Paulo. 

A acusação contra o sogro foi veiculada no domingo no Fantástico, da TV Globo, após uma funcionária do Presídio de Tremembé, no interior paulista, onde Anna Carolina cumpre pena de 26 anos e 8 meses, ter prestado depoimento no Ministério Público Estadual (MPE) na terça-feira. Ela disse que ouviu a detenta falar que foi orientada pelo sogro a jogar a menina pela janela do prédio. 


“Isso para mim é fofoca. Acho que ela foi no mínimo leviana. Já estamos com uma procuração para entrar no caso e a responsabilizar (a testemunha) pelo que ela afirmou”, disse Podval. “Ela falou que ouviu a Anna Carolina falar isso e minha cliente nega.”

“É uma acusação feita publicamente, em rede nacional, sem fundamento e prova nenhuma. Esses assuntos são sérios, e essa pessoa, que não sabemos quem é, pode ser responsabilizada criminalmente”, disse o advogado da família Nardoni.

Ainda de acordo com Podval, o relato da testemunha não pode incriminar o avô de Isabella. “O depoimento é de uma pessoa que disse que trabalhou no presídio e teria ouvido Anna Carolina dizer isso. É pouco.” 

Segundo a funcionária da prisão, Anna Carolina teria ligado para o avô da vítima dizendo que tinha matado Isabella após uma série de agressões. Ela e o pai da menina, Alexandre Nardoni, condenado a 31 anos pelo assassinato da filha, teriam ido ao supermercado, com Isabella, e ficado nervosos quando o cartão não funcionou. 

Na volta para casa a menina foi agredida “porque ela não parava de encher o saco”, segundo a testemunha. Anna Carolina ligou para o sogro e ele teria falado para o casal jogar a criança pela janela. Antônio não respondeu às ligações da reportagem e também não foi encontrado em seu escritório, na zona norte.



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