Fábio Mauricio/Portal K3
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Macaco Chico morre em São Carlos

Animal silvestre foi criado durante 38 anos como bicho de estimação; ele chegou a ser retirado da casa, mas voltou após 16 dias

Sandro Villa - Especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

08 Fevereiro 2014 | 13h13

PRESIDENTE PRUDENTE - Depois de ficar doente na quarta-feira, o macaco-prego Chico, de 38 anos, não resistiu e morreu no fim da tarde de sexta-feira, 7, nos braços de sua dona, a aposentada Elizete Farias Carmona, de 71 anos. O macaco morreu quando voltava para casa após ser examinado pela segunda vez por um veterinário em São Carlos, no interior paulista. A idosa, que diz ter perdido um filho, não para de chorar. Ela, que sofre do coração, quer enterrar seu bicho de estimação no quintal de sua casa.

O corpo de Chico permanece na clínica veterinária e vai ser autopsiado para saber o que provocou a morte do animal. Ainda filhote, o macaco foi doado por um caminhoneiro à família de dona Elizete, em 1976. Desde então, a aposentada tratava Chico como um filho. Ela tinha licença do Ibama para criar o animal em cativeiro, mas perdeu o documento.

Depois de receber denúncias, a Polícia Ambiental apreendeu o macaco em agosto do ano passado. Chico foi transferido para a Associação Protetora dos Animais Silvestres (APASS), em Assis. Abalada, a idosa, que passou mal, entrou com ação na Justiça e obteve liminar, obrigando o retorno do animal, que ficou 16 dias separado de sua dona.

Abaixos-assinados e documentário. Internautas se solidarizaram com a idosa e organizaram dois abaixos-assinador online, com mais de 18 mil assinaturas exigindo a volta de Chico. Ele ficou famoso no País e até no Exterior. Um canal de televisão produziu um documentário sobre o macaco. Uma equipe foi a São Carlos para ouvir a família, que conviveu quase 40 anos com o animal.

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