DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Luz volta em regiões de SP, mas 350 mil ainda estão no escuro

Segundo a AES Eletropaulo, a interrupção da energia foi provocada pela queda de árvores de grande porte

Felipe Resk e Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

13 Janeiro 2015 | 19h18

SÃO PAULO - O temporal que atingiu a capital paulista na segunda-feira deixou 800 mil pessoas sem luz. Segundo a AES Eletropaulo, a interrupção foi provocada pela queda de árvores, que romperam cabos e postes. Na noite desta terça-feira, 28 horas depois, 353 mil consumidores continuam sem energia, principalmente nas zonas oeste e sul.

À tarde, moradores de Paraisópolis, na zona sul, fizeram protesto contra a falta de água e de energia que afetou a região depois que uma tempestade derrubou 78 árvores, várias sobre a fiação elétrica.

Os manifestantes bloquearam a Avenida Perimetral com lixo, pneus e pedaços de madeira e houve relato de tiros. Um policial militar foi atingido por um tijolo e sofreu fratura exposta na perna. Ele foi socorrido e levado para o Hospital Albert Einstein. A polícia usou balas de borracha e bombas de gás para conter o protesto. Ninguém foi preso.

Mais de 600 mil pessoas também ficaram sem água nas zonas sul e oeste porque o bombeamento depende de eletricidade, informou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). À noite, o serviço estava sendo gradualmente restabelecido.

Na Avenida Miruna, em Moema, na zona sul, a queda de uma árvore derrubou três postes na frente do Shopping Ibirapuera e a via ficou interditada e sem luz. Proprietária de um salão de beleza no local, Adriana Oliveira precisou subir no telhado do estabelecimento para limpar os estragos provocados pela queda de uma árvore. Com a pancada dos galhos, os canos da caixa d’água romperam e folhas ficaram espalhadas sobre as telhas. “Precisei desmarcar com 20 clientes (por causa da falta de energia)”, disse Adriana.

Sufoco também passou o comunicador visual Ricardo Trifelli, que tem empresa na mesma rua. “Tenho várias encomendas para levar, mas como vou trabalhar sem energia, internet e telefone?”, questionou. Como a empresa ficou fechada e a luz só voltou perto das 18h30, 26 horas depois de ter sido interrompida, Trifelli calcula um prejuízo de cerca de R$ 4 mil.

Zona oeste. Em Perdizes, na zona oeste, os comerciantes também sofreram com a falta de luz por cerca de 20 horas. “Até a marmita dos funcionários azedou”, disse Vanessa Fernandes, gerente operacional de uma lavanderia na Avenida Sumaré. Por causa da interrupção no fornecimento, que começou às 16h30 de segunda, algumas roupas ficaram presas dentro da máquina de lavar, com risco de manchar. “A máquina não abre sem luz”, explicou Vanessa. A energia foi restabelecida nesta terça, depois das 14 horas, e as 300 peças encalhadas puderam ser retiradas das máquinas.

No Restaurante Geribá, no cruzamento das Ruas Campevas e João Ramalho, alguns alimentos precisaram ser descartados. “Tivemos de jogar o peixe fora e a gente colocou gelo em cima das carnes para ver se salva”, afirmou o proprietário Ubiraíba Andrade. Sem energia, o movimento na noite de segunda caiu 50%.

Estouro. A capital registrou chuva forte e granizo na noite desta terça-feira na zona norte e em bairros de Guarulhos, Carapicuíba e Mairiporã. A Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) interrompeu a circulação entre Osasco e Grajaú por volta das 19h45, depois que houve uma queda de energia.

“Eu estava indo da Estação Berrini para a Estação Morumbi e, quando passávamos embaixo de uma ponte, deu um clarão, como se tivesse estourado uma bomba”, relata a passageira Bárbara Naliato, de 28 anos. O problema foi solucionado às 23 horas.

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