Lula não teme ficar na história pelas crises aéreas

A informação é do ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia. Mas, segundo ele, não é hora de falar nos sentimentos do presidente Lula

Isabel Sobral, da Agência Estado,

18 de julho de 2007 | 11h35

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teme passar para a história conhecido por tragédias e problemas no setor aéreo. A informação é do ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia. Mas, segundo ele, não é hora de falar nos sentimentos do presidente Lula em relação ao desastre com o Airbus A-320 da TAM que vinha de Porto Alegre com destino a São Paulo e explodiu depois de perder o controle na pista principal do Aeroporto de Congonhas.   Veja também: Lista das 186 vítimas do acidente Opine: o que deve ser feito com Congonhas? O local do acidente Os piores desastres aéreos do BrasilConheça o Airbus A320 Galeria de fotos Assista a vídeos feitos no local do acidente Conte o que você viu e o que você sabe   Sem apontar culpados, o ministro sugeriu que pode ter havido falha humana. Contudo, reforçou a necessidade de que as perícias sejam concluídas para que se saiba de fato o que aconteceu. "Não é culpa do presidente (Lula) o fato de ter havido uma batida de um avião da Gol e o Legacy por uma imperícia, como a CPI está apontando. Nem é culpa do presidente ou de ninguém, a não ser de quem estava pilotando, e eu friso, se o desastre que aconteceu ontem foi por falha humana", afirmou o ministro após participar de um seminário no Itamaraty.   Ele destacou que a perícia técnica da Aeronáutica e as investigações sobre as condições da pista que serão feitas pela Polícia Federal serão fundamentais para se apontar culpados ou os motivos para o acidente com o Airbus da TAM. Mares Guia defendeu também que nenhuma autoridade, mesmo Infraero ou Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), dê informações porque somente a Aeronáutica "tem a competência" para apurar o que aconteceu.   O ministro afirmou que "é necessário ter paciência" pelos resultados das perícias, lembrando que somente depois de seis meses do acidente com o Boeing da Gol (que caiu numa fazenda no Mato Grosso em setembro do ano passado) os fatos começaram a ser esclarecidos. "É muito importante ter informações precisas", comentou.   Mares Guia disse que as pessoas não devem ter medo de voar no Brasil e afirmou que ele mesmo já pousou e decolou várias vezes de Congonhas e pretende continuar a fazer isso.

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