Márcio Fernandes/AE
Márcio Fernandes/AE

Lucas Rosseti confirmou ter matado Bozola em legítima defesa, diz delegado

Versão do suspeito em matar duas pessoas na Oscar Freire é vista como como 'história fantasiosa'

Estadão.com.br,

30 de agosto de 2011 | 17h16

SÃO PAULO - Com o depoimento de Lucas Cintra Zanetti Rosseti, de 21, anos ainda em curso, o delegado da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, Maurício Guimarães Soares afirmou por volta das 20h05 desta terça-feira, 30, que Lucas confirmou à polícia o que já havia dito informalmente. Lucas ratificou que matou Eugênio Bozola em legítima defesa.

No entanto, a versão do suspeito não procede, segundo o delegado. "É uma história fantasiosa", disse.

O delegado revelou que a polícia conta com várias provas materiais que podem incriminar o estudante, que desde o início das investigações, é apontado como principal suspeito pelo duplo assassinato ocorrido há uma semana em um apartamento na Rua Oscar Freire, nos Jardins, zona sul de São Paulo.

Rossetti chegou à delegacia por volta das 15h30 e não quis conversar com a imprensa. A mãe do rapaz, Andrea Zanetti, chegou à delegacia cerca de uma hora depois dele e disse apenas que queria vê-lo. Há a informação de que o jovem teria passado mal durante a viagem.

Depois do depoimento, ele deverá ser levado ao Instituto médico-legal (IML) para um novo exame de corpo de delito e, então será transferido para algum centro de detenção provisória (CDP), ainda a ser definido.

Ao ser preso ontem em Sertãozinho, no interior do Estado, Rossetti teria dito, informalmente, que matou o analista de sistemas Eugênio Bozola, de 52 anos, mas não o modelo Murilo Rezende da Silva, de 21.

Informalmente, Rosseti disse aos policiais que o prenderam que agiu em legítima defesa. Falou que Bozola teria oferecido bebida a ele e a Silva. Adormeceu e, quando acordou, teria visto o analista de sistemas esfaqueando o modelo. Tentou fugir e arremessou um cinzeiro contra Bozola. Na cozinha, pegou uma faca e feriu o analista de sistemas, segundo sua versão. Assustado e com medo, fugiu para o interior.

 

Crime. Bozola e Silva foram encontrados mortos na madrugada da última terça-feira no apartamento onde viviam na Rua Oscar Freire. Ambas as vítimas haviam sido esfaqueadas. Bozola foi encontrado na cozinha pela diarista que tinha a chave do local. Ele estava com calça social preta e camisa. Aos gritos, ela avisou o porteiro, que chamou a PM.

Dentro do apartamento, os policiais acharam em um dos quartos o corpo de Silva, que estava com a cabeça coberta com um saco plástico, vestindo uma bermuda e camiseta de manga longa.

Rossetti foi hóspede do apartamento onde os dois moravam. De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime ocorreu depois das 22h e que o assassino usou duas facas de cozinha para golpear as vítimas na altura do pescoço e do rosto.

Reportagem de William Cardoso

Texto atualizado às 20h51 para acréscimo de informações

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