Iara Morselli/Estadão
Iara Morselli/Estadão

Luana Piovani vira divulgadora de ONG que ajuda crianças em abrigos

Ciranda para o Amanhã atende 350 meninos e meninas em São Paulo, como a garota que foi torturada e espancada pela mãe e pelo padrasto

O Estado de S.Paulo

04 Maio 2017 | 15h30

RIO - A atriz Luana Piovani anunciou nesta quinta-feira, 4, em vídeo publicado em suas redes sociais que se tornou divulgadora voluntária da Organização Não Governamental (ONG) Ciranda para o Amanhã. O grupo ajuda 19 abrigos na zona oeste de São Paulo e atende 350 crianças. Umas das beneficiadas é a menina M.J., de 10 anos, que foi espancada e tortura pela própria mãe e pelo padrasto durante quatro anos.

Veja o vídeo:

"Eu conheci um grupo de mães que me deu muita alegria e muito orgulho", disse Luana. "A gente acaba sabendo de tanta coisa ruim por aí, mas também tem muita gente boa fazendo coisas incríveis."

A ONG começou em dezembro de 2015 com um grupo de nove mães cujos filhos são alunos de uma mesma escola particular, na região da Lapa, na zona oeste. O grupo cresceu e hoje conta com 600 voluntárias.  

Solidariedade. A atriz afirmou que visitará na próxima semana um abrigo assistido pela organização e ressaltou o papel da ONG na vida de crianças que foram destituídas de seus pais, muitas delas vítimas de abuso, maus-tratos e tortura. "Fiquei muito comovida com a história delas."

Uma das vítimas, M.J. conseguiu graças à ajuda da Ciranda para o Amanhã fazer a uma cirurgia para retirar queloides que se formaram no seu corpo. O procedimento foi considerado bem-sucedido pelos médicos, e ela já teve alta do hospital.

A garota ficou com as marcas por causa das várias sessões de tortura a que foi submetida, na qual a mãe e o padrasto apertavam um alicate em várias parte do seu corpo, inclusive na vagina, como forma de castigo. Os dois foram condenados pela Justiça.

O Estado revelou o caso nesta terça-feira, 2. A mãe da menina, Vanessa de Jesus Nascimento, foi condenada a 48 anos de prisão, e o padrasto Adriano dos Santos, 33 anos, por crimes de redução à trabalho análoga à escravidão, lesão corporal gravíssima e tortura.

Os crimes foram descobertos em agosto do ano passado, quando a menina conseguiu fugir de casa e foi acolhida por duas mulheres que passavam na rua, na região do Butantã, na zona oeste.

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