Lou Reed chega à capital e reclama da comida e dos fãs

Os hambúrgueres da Lanchonete da Cidade voltaram carregados por uma assessora poucos minutos depois de subirem. "Ele reclamou que a carne está crua", disse, descendo as escadas e referindo-se a Lou Reed. Instalado com seu staff no andar superior da loja da Livraria Cultura-Companhia das Letras, no início da noite de ontem, o cantor e compositor fazia mais de 200 pessoas esperarem do lado de fora por autógrafos enquanto se indispunha com a carne.

Raquel Cozer, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2010 | 00h00

O músico chegara a São Paulo pela manhã e teve a lanchonete indicada no Sesc Pinheiros, onde havia ido passar o som - e onde apresenta, hoje e amanhã, o projeto Metal Machine. Às 19h15, mais de uma hora depois do horário marcado, Reed terminou de comer o lanche, encomendado às pressas na loja do América, e desceu para os autógrafos.

Com uma barriguinha proeminente escondida sob uma camiseta cinza, encaminhou-se até a mesa e reclamou assim que viu o primeiro da fila com três exemplares do livro Atravessar o Fogo (que inclui 310 letras de música dele traduzidas e no original) - queria autografar somente um por pessoa. Segundo na fila, o editor da Companhia das Letras André Conti comentou com o músico sobre a dificuldade que deu para traduzir todas aquelas letras. Reed, sempre de cara fechada, sem sorrir, respondeu: "Conheço pessoas que leram tudo. E ainda me deram retorno."

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