Loteamento irregular ao lado da Billings tem pior situação da cidade

"São Paulo tem uma pendência histórica. Nosso plano prevê que até 2024 seja possível regularizar áreas da cidade. Isso contribuirá para o desenvolvimento do trabalho da Sabesp. Há dificuldades de passar coletores de esgoto em regiões ocupadas ilegalmente em fundos de vale e ao lado de córregos", explica Elton Zacarias Santa Fé, secretário municipal de Habitação.

Eduardo Reina, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2010 | 00h00

A cidade possui hoje 420.519 domicílios em favelas, 1.584 em cortiços e 126.502 em loteamentos irregulares. A universalização dos serviços de água e esgoto beneficiará 3,1 milhões de pessoas. A Prefeitura não informou quantas moram em áreas sujeitas a deslizamentos, desabamentos e inundações nem quais bairros terão remoções. Dados da Secretaria de Habitação (Sehab), no entanto, mostram que a região com mais domicílios precários ou irregulares é a leste, seguidos por áreas de mananciais (Billings e Guarapiranga).

A pior área da capital quando se trata de saneamento básico é a da Bacia do Ribeirão Cocaia, ao lado da Billings, onde moram cerca de 780 mil pessoas. "Nessa região há muitas habitações no entorno de córregos e próximas da represa", diz Tereza Herling, coordenadora do Plano Municipal de Habitação.

"A rede de esgoto que existe foi feita pelos moradores. Ligaram suas casas até os dois córregos que passam aqui perto. A gente vem há muito tempo pedindo para Prefeitura e Sabesp fazerem as ligações, mas fica um jogo de empurra", reclama o líder comunitário Geraldo de Araújo.

O plano municipal prevê obras em 2012 nessa região.

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