Lotação e atraso na CPTM

Para ir ao trabalho, na Vila Mariana, preciso tomar duas conduções. Às 6h20 pego um trem e depois o metrô. Na ida e na volta (mais ou menos às 18 horas) os trens da linha 10 CPTM, do Rio Grande da Serra à Luz, chegam lotados. A temperatura dentro dos vagões é alta, pois, muitas vezes, o ar-condicionado não funciona. À tarde piora. É um empurra-empurra, mesmo quando não cabe mais ninguém dentro dos vagões. Idosos e mulheres grávidas tentam algum espaço no meio da multidão. Em 11/5 foi um daqueles dias em que alguma composição quebrou, entre uma estação e outra, deixando o sistema ainda mais deficiente. Cadê os novos trens?

, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2010 | 00h00

RODRIGO NOGUEIRA / SÃO PAULO

A CPTM informa que a Linha 10 (Turquesa) recebeu melhorias proporcionadas pelo Plano de Expansão do Transporte Metropolitano. Diz que houve redução dos intervalos dos trens de 10 para 7 minutos nos horários de pico e, nos horários de menor movimento, a redução foi de 15 para 12 minutos, de segunda a sábado, e de 20 para 15 minutos, aos domingos e feriados. Esclarece que a via permanente, a sinalização e a rede aérea passarão por obras e modernizações para que a espera, nos horários de pico, seja de 5 minutos. A reconstrução da Estação Tamanduateí está em fase de conclusão para receber a integração com a Linha 2 (Verde) do Metrô ainda neste semestre. Está sendo construída uma passarela em Rio Grande da Serra e, até o final do ano, serão feitas mais duas e outras duas serão reformadas ao longo da linha.

O leitor comenta: Não é verdade. Em 17/5, cheguei à Estação Guapituba às 7h31 e só consegui entrar no trem às 7h55.

PRAÇA SUJA

Serviço incompleto

Moro no Alto de Pinheiros e costumo caminhar na bela praça que homenageia o compositor de Brasileirinho, Waldir Azevedo, na Avenida Cerro Corá. Essa praça é arborizada, mas está abandonada. Nunca é varrida e há acúmulo de garrafas plásticas, embalagens e todo o tipo de lixo. Árvores caíram com as chuvas e não foram retiradas - algumas até começaram a brotar. O pior são os três pequenos lagos, com chafarizes desativados, que servem de criadouro para mosquitos. Se a Prefeitura faz campanha nas casas para evitar a proliferação da dengue, deveria vistoriar a sua "casa". Os lagos ficam como grandes poças de água parada, que não têm como ser escoadas. Enfim, é um perigo para quem mora ao redor. Para mim, o ideal seria aterrar os lagos e fazer um gramado no lugar.

LENIZA CASTELLO BRANCO

/ SÃO PAULO

A Subprefeitura de Pinheiros responde que fez a limpeza da Praça Waldir Azevedo no dia 14/5. Informa ainda que está em estudo um projeto para reformá-la, que prevê a retirada dos bicos dos chafarizes - que estão inativos.

A leitora contesta: O problema foi resolvido parcialmente. O mato foi cortado e as árvores caídas, afastadas do caminho. Mas a praça continua suja. Não há lixeiras e o lixo fica jogado no chão. Os lagos continuam acumulando água da chuva.

SEM INFRAESTRUTURA

Aeroporto de Guarulhos

Viajo constantemente ao exterior a trabalho e, algumas vezes, a passeio. Relato o que ocorreu em 26/4, mas que tem ocorrido com frequência nos 12 últimos meses no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Cheguei às 9 horas dos EUA e a área de recepção estava lotada, com uma enorme fila de passageiros, estrangeiros e brasileiros, aguardando pelo atendimento. Faz calor no local, pois o reduzido ambiente não tem janelas abertas nem ventilador ou ar-condicionado. Os funcionários fazem o possível para nos atender com rapidez, mas são poucos. O valor da taxa de embarque cobrada é superior à cobrada em aeroportos americanos ou europeus, onde os terminais são amplos, com policiais treinados para receber os visitantes e com sistemas que mostram todas as informações dos que chegam ao país. O local para a retirada das bagagens no exterior tem tamanho compatível com o volume de passageiros, o que não ocorre em Guarulhos. Aqui se perde tempo ainda no estacionamento para encontrar uma vaga, pois não há opção de ir de trem ou metrô direto para o aeroporto. Nesse dia, tive de esperar 45 minutos para pegar um táxi e paguei R$ 120 para ir até a Vila Mariana. Aliás, só uma empresa de táxi opera nesse aeroporto. Se queremos nos tornar um país desenvolvido, nossas autoridades têm de mudar a forma de administrar os serviços públicos, como os prestados pela Infraero. Pagamos altos impostos para um péssimo serviço.

RICARDO GARCIA / SÃO PAULO

A Infraero não respondeu.

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