Lojistas preveem queda de 20% no movimento

Estimativa para os próximos dias tem como base o que se viu [br]após assalto da Tiffany; ontem, duas funcionárias passaram mal

, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2010 | 00h00

Assustados com o segundo assalto em 22 dias no Shopping Cidade Jardim, comerciantes já estimam queda de 20% no movimento nos próximos dias. "Foi assim após o primeiro assalto, na Tiffany. Demorou cinco dias para a clientela voltar ao normal", afirmou o gerente de uma loja de decoração de luxo do térreo, que fica próxima da relojoaria Corsage, assaltada ontem. "Os clientes ouvem falar em armas pesadas, tiroteio e vidros quebrados e demoram a voltar."

Funcionários de outras duas lojas confirmaram diminuição do movimento nos dias seguintes ao primeiro assalto, atribuindo a queda à "repercussão negativa" dos crimes. "A audácia dos ladrões assusta. Se houve aumento na segurança, aumentou também o número de ladrões. Natural que assuste os clientes", disse outro gerente, de uma loja de calçados no primeiro piso.

A administração do Cidade Jardim não admite a redução relatava pelos comerciantes.

Houve ainda lojistas que minimizaram o assalto, dizendo que "se sentem superprotegidos" no shopping. "Está cheio de seguranças e vai aumentar. Não há o que temer", disse a gerente de uma loja de confecções.

Nervosismo. Clientes do shopping que chegaram pouco depois do assalto se disseram "apreensivos". "Não vou deixar de vir para sempre, mas vou diminuir a frequência nos próximos dias", disse a estudante de Direito Melissa Archimedes, de 22 anos. "Enquanto isso, vou escolher outro shopping."

Comerciantes também relataram transtornos presenciados ontem - houve correria e uma funcionária da recepção, "muito nervosa", teria sido encaminhada ao ambulatório.

Na Corsage, a funcionária feita refém pelos criminosos também se sentiu mal, e passou a tarde "chorando" na loja, amparada por familiares. Abalada, não quis dar entrevista. Em nota, a Corsage diz que reabrirá amanhã. O shopping afirma "estudar" com a polícia medidas para aumentar a segurança. / VITOR HUGO BRANDALISE

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