Werhter Santana/AE
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Lojistas podem retirar produtos perecíveis do Center Norte

Secretaria do Verde e Meio Ambiente já lacrou o shopping e também o Lar Center e Carrefour

estadão.com.br,

05 Outubro 2011 | 09h33

SÃO PAULO - Uma reunião entre a administração do Center Norte e a Prefeitura determinou quais portarias podem ser usadas para retirada de produtos e mercadorias perecíveis e, também, para garantir o acesso dos funcionários e equipamentos necessários para a realização das obras necessárias para o atendimento às exigências da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). No final da manhã, lojistas começaram a entrar no shopping para retirar os produtos perecíveis.

O complexo formado pelo Shopping Center, Lar Center e Carrefour foi interditado na manhã desta quarta-feira, 5, após decisão judicial cassar a liminar que mantinha o centro de compras aberto.

Em nota, a Secretaria afirmou que "a interdição é uma atitude preventiva e de precaução da Prefeitura para que o Shopping Center Norte adote as exigências feitas pela Cetesb com total segurança para a vida dos trabalhadores e frequentadores do local." A medida vale por tempo indeterminado e será revertida apenas quando as exigências forem atendidas e aprovadas pelos técnicos da Cetesb.

Protesto. O Sindicato dos Comerciários de São Paulo fez uma manifestação em frente ao shopping durante a manhã de hoje. Segundo o diretor do sindicato, Antonio Evanildo Cabral, a manifestação tem o objetivo de orientar os trabalhadores do shopping sobre a decisão do fechamento do estabelecimento por conta do risco de explosão.

Segundo Cabral, no começo da manhã foi realizada uma reunião entre representantes do sindicato e da administração do shopping e alguns lojistas para discutir o destino dos funcionários. "Estamos preocupados também com o emprego desses trabalhadores", explica.

O sindicato, de acordo com Cabral, pede a transferência dos funcionários para outras lojas, quando possível, ou a liberação de férias. Além disso, o sindicato pede também que os lojistas remunerem os trabalhadores este mês com base nos valores de comissão do mês passado.

Justiça. O Sindicato dos Comerciários também afirma que irá entrar com uma ação na Justiça do Trabalho cobrando adicional de periculosidade retroativo para os funcionários que trabalharam no shopping entre 2003 e 2011.

Cabral afirma que a administração do Center Norte sabia, desde 2003, que o local oferecia risco de acidente de grandes proporções e não tomou providência para sanar o problema, omitindo, inclusive, a informação aos trabalhadores que durante todo esse período estiveram num local perigoso, correndo risco de morte durante o exercício do trabalho.

Interdição. O Shopping Center Norte não abriu na manhã desta quarta-feira. Na tarde de ontem, a Justiça de São Paulo cassou a liminar que mantinha o centro de compras aberto e a Prefeitura não deu prazo de 72h para o shopping cumprir a determinação, como fez na primeira intimação na terça passada.

A Prefeitura decidiu interditar o shopping após a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) divulgou um laudo que aponta riscos de explosão no local devido à presença de gás metano no terreno do estabelecimento.

Na manhã desta quarta-feira, seguranças do shopping informavam lojistas desavisados sobre a interdição. Todas as entradas do Center Norte ficaram fechadas. No início da manhã, viaturas da Guarda Municipal e da Polícia Militar ficaram nas imediações das entradas do shopping para garantir que a determinação judicial fosse cumprida.

Técnicos da Secretária Municipal do Verde e da Subprefeitura da Vila Guilherme já foram ao local para fazer a lacração do Center Norte, do Lar Center e do Carrefour, que também foram fechados nesta quarta-feira.

/ COM REPORTAGEM DE CIDA ALVES, MARÍLIA LOPES E SOLANGE SPIGLIATTI

Texto atualizado às 12h41 para acréscimo de informações

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