Lojistas pedem plano de segurança mais rígido

Depois de pelo menos 15 minutos deitada no chão da loja de vinhos, Catherine Prince finalmente se ergueu, ainda lamentando ter perdido a venda de uma adega de R$ 4 mil. O tiroteio entre assaltantes e seguranças do shopping que, segundo ela, saíram correndo, poderia ter sido evitado, acredita, se as joalherias e os bancos ficassem em andares superiores, com mais obstáculos para o fluxo de clientes. "A H.Stern também é no térreo. Fica vulnerável", diz a vendedora.

Flávia Tavares, O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2011 | 00h00

Na frente da loja de acessórios atingida por duas balas na confusão, uma lojista que não quis se identificar "por medo de sequestro" defendia a instalação imediata de detectores de metal nas portas do shopping. "Dizem que isso afasta os consumidores. Mas não vivemos na Suíça", disse a proprietária de outras lojas nos shoppings Iguatemi, Higienópolis e Anália Franco. "A segurança do Morumbi é a melhor de todas."

Ela já trabalhava no Morumbi em 1999, quando Mateus da Costa Meira atirou no cinema e matou três pessoas. A lojista conta que naquela época o shopping mantinha seguranças armados - na verdade, policiais que faziam bico na folga. Depois do episódio do atirador, eles teriam deixado de contratar esses serviços.

A administração do shopping, por meio da Assessoria de Imprensa, disse que "há pelo menos 10 anos não tem funcionários que andam armados" e não revelou detalhes sobre a segurança "por razões estratégicas". Informou apenas que vai avaliar o plano de ação daqui para frente.

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