Lojistas fazem manifestação pela abertura do Shopping Iguatemi JK, na zona sul de SP

Sindicato diz que a não abertura do shopping tem como consequência 3 mil pessoas desempregadas

Gheisa Lessa,

23 Abril 2012 | 11h27

São Paulo, 23 - Cerca de 200 pessoas realizam manifestação na manhã desta segunda-feira, 23, na Avenida Chedid Jafet com a Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo. Conforme informações da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), o objetivo é protestar contra a decisão da Justiça de não abrir o Shopping Iguatemi JK.

Lojistas, empresários e membros do sindicato dos lojistas reúnem-se em frente ao Shopping Iguatemi JK. A previsão era de que o shopping fosse aberto no último dia 29, mas a Justiça não concedeu o Termo de Recebimento e Aceitação Parcial (Trap) - uma licença provisória que permitia o início do funcionamento do estabelecimento sem a realização das obras exigidas pela Prefeitura de São Paulo para desafogar o trânsito no bairro do Itaim-Bibi.

Segundo o assessor de imprensa da Alshop, Thiago Paes, afirma que a não abertura do shopping tem como consequência o desemprego de, em média, 3 mil pessoas. "O lojistas não vão pagar por funcionários que não vão trabalhar", informa o assessor.

Segundo informações da Alshop, os investimentos no local representam prejuízo de R$ 250 milhões, entre mão-de-obra, treinamento de equipe, locação do ponto comercial e produtos perecíveis em estoque.

A concessão da autorização para a abertura do shopping foi negada pelo juiz Cláudio Antônio Marques da Silva, da 11ª Vara da Fazenda Pública, mesmo após os responsáveis pelo empreendimento - a WTorre e a Iguatemi Empresa de Shopping Centers - terem feito depósito de R$ 84 milhões como garantia de que as obras para desafogar o trânsito serão concluídas até 2014.

São quatro as intervenções viárias exigidas para a abertura do empreendimento: a construção de um viaduto a partir da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, a implementação da quarta faixa de tráfego em um trecho da Marginal do Pinheiros, o prolongamento da ciclovia que margeia o rio e a construção de uma passarela para interligar a faixa exclusiva para bicicletas ao Parque do Povo.

 

Nota da Prefeitura de São Paulo à Imprensa:

A Prefeitura de São Paulo reconhece a importância de empreendimentos como o citado para a geração de emprego e renda na cidade e esclarece que está cumprindo os prazos e exigências necessárias para a aprovação de projetos e concessão de licenças. As Secretarias que analisam os projetos apresentados pela empreendedora em atendimento à Certidão de Diretrizes aguardam complementações e detalhamentos já solicitados, indispensáveis para sua correta avaliação e eventual aprovação.

A Secretaria Municipal de Transportes informa que emitirá o Termo de Recebimento e Aceitação Parcial (TRAP) assim que forem executadas as medidas mitigadoras de trânsito previstas em Certidão de Diretrizes. A certidão prevê a implantação de melhorias viárias na cidade, como a construção de uma ligação da Av. Juscelino Kubitschek à pista auxiliar da Marginal Pinheiros, uma passarela para ciclistas que irá ligar o Parque do Povo à Ciclovia da Marginal Pinheiros/CPTM e uma ciclovia no trecho entre a Estação Hebraica/Rebouças e a Estação Villa-Lobos/Jaguaré. Os dois primeiros projetos já foram aprovados funcionalmente pela CET. Já o projeto de construção da ciclovia Hebraica/Rebouças deve ser analisado pela CPTM. Esta terceira obra irá substituir outra medida mitigadora, a construção de uma passarela que ligaria o Parque Villa-Lobos à Ciclovia da Marginal Pinheiros/CPTM. Isso porque foi firmado um protocolo de intenções entre a CPTM e a WTorre.

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