Lojistas e clientes cobram explicações

Center Norte alega ter enviado comunicado em agosto; não há relatos de problemas

Fabiano Nunes, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2011 | 00h00

Os funcionários e clientes do Center Norte cobraram ontem mais informações sobre a existência de gás metano no local. Alguns já falam até em mudar sua rotina.

"Essa notícia me pegou de surpresa. Não sabia nem que o shopping havia sido construído em um terreno que serviu como depósito de lixo", disse a operadora de caixa Suelen Cristina, de 21 anos, que trabalha em uma ótica do local há seis meses.

"Vou pedir informações para meu gerente para saber o que está acontecendo. Teria de mudar minha rotina se há chances de explosão no local. Ainda mais se eu corro risco de morte", afirmou a operadora.

Medições. Um arquiteto, de 47 anos, que trabalha no projeto de reforma de uma loja disse que já viu os bombeiros civis do shopping fazendo medições no piso durante a noite. "Depois das 23 horas, eles usam um aparelho e fazem vistoria em vários pontos. Um dia achei estranho e perguntei que tipo de medição eles estavam fazendo, mas desconversaram e só disseram que era uma medição de rotina."

De acordo com a administração do centro de compras, desde agosto um comunicado sobre a existência de gás metano na área foi passado para os lojistas para falar sobre os procedimentos de segurança. "Até agora não fui informada sobre o vazamento. Precisamos saber o que está acontecendo", contestou Livia Maria da Silva Jardim, de 21 anos, gerente de uma loja de roupas infantis. "Vou entrar em contato com nosso franqueado para que ele busque informações com a direção do shopping."

Pelo menos 15 mil pessoas frequentam o Center Norte diariamente. "Eu deixaria de vir, se o vazamento provocasse um perigo iminente, mas duvido que o shopping passe esse tipo de informação", contou a dona de casa Silvana Carla Pedretti, de 42 anos, enquanto fazia compras em uma livraria.

Incômodo. Não houve relatos de incômodos que pudessem estar relacionados à existência de gás metano, sobretudo na área das lojas. Em baixas concentrações, ele pode causar náuseas, dor de cabeça e vômitos. Por padrões internacionais, o metano só é perigoso a partir de 1 grama por mil litros.

 

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