Lojista tranca três clientes em fundo falso

Cerca de 14,4 mil produtos classificados como piratas foram apreendidos anteontem, durante fiscalização no Shopping 25 de Março, no centro. Um box foi fechado. Dezoito pessoas responderão por violação de direitos autorais, pirataria e crimes contra o consumidor.

O Estado de S.Paulo

03 Agosto 2012 | 03h04

Durante a operação, um lojista trancou três clientes em um fundo falso de uma das lojas para não ser flagrado pela fiscalização. O truque não deu certo. Os agentes identificaram o local e liberaram os compradores. O dono do boxe foi levado para a delegacia.

O Shopping 25 de Março já havia sido flagrado vendendo pirataria. Em uma grande operação em março do ano passado, cerca de 10 milhões de produtos foram apreendidos no empreendimento. Nos últimos 20 meses, a GCM flagrou outros 12 estabelecimentos que reincidiram.

Desde dezembro de 2010, foram apreendidas em São Paulo mais de 70 milhões de mercadorias piratas, segundo informações do Gabinete de Gestão Integrada de Segurança. O grupo é formado por GCM, Polícias Civil e Federal, Ministério Público, Receita Federal e sociedade civil. O material apreendido vai para galpões e, após autorização da Justiça, é destruído. Os resíduos são encaminhados para a reciclagem, segundo a Prefeitura. "Às vezes, falando em milhões, a gente não tem muita noção do que isso significa. Mas considerando os impostos municipais sonegados por esses produtos (cerca de R$ 600 milhões) seria possível construir 300 creches para 60 mil crianças", argumenta o secretário Edsom Ortega.

Autuações. Além de investir em tecnologia para combater a pirataria, o secretário pretende encaminhar um projeto de lei para a Câmara Municipal que estabelece multas em progressão geométrica para o lojista, o empreendedor e o dono do prédio em que a pirataria foi encontrada. "Em Nova York, alguns acusados tiveram até de vender imóveis para pagar as multas", conta. /T.D.

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