Lógica que vale para a PM não serve à Civil

Se a Polícia Militar precisa se espalhar pelo território para ocupar espaços e assim prevenir o crime, a missão de investigação da Polícia Civil demanda outra lógica. Na visão da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a divisão territorial das delegacias fragmenta a informação e prejudica os resultados. Equipes de investigadores que atuam em áreas diferentes não compartilham dados, enquanto o crime é dinâmico e atua em todo o território.

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2011 | 00h00

Essa é a realidade por trás da proposta de reforma na gestão das delegacias. Nos últimos anos, a criação dos distritos policiais seguiu a lógica territorial das companhias da PM. A estrutura organizacional fragmentada acabou prejudicando os resultados obtidos pelo civis.

A proposta de reforma se acelerou com o projeto do governo de estender para todo o Estado os registros de boletins de ocorrência feitos pela PM - de crimes como furto e perda de documentos. A SSP ainda não quer definir modelos rígidos. Pretende avaliar os resultados das primeiras nove cidades do interior até o fim do ano. A partir daí, pretende-se iniciar os estudos para criar uma matriz operacional que defina quantas equipes devem trabalhar em cada cidade. Essa matriz já existe na PM e estabelece a distribuição do efetivo da corporação.

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