Locomoção complicada

TERMINAL BARRA FUNDA

O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2012 | 03h02

Moro em Bauru, porém vou a São Paulo com frequência e cada vez mais sinto o descaso com que os responsáveis pelo Metrô ou pelo Terminal Rodoviário Barra Funda tratam os usuários. Com 71 anos e com próteses nas pernas e com esposa com dificuldades de locomoção, fui surpreendido, ou melhor agredido duas vezes, pelo fato de a única escada rolante estar parada. Procurei por elevadores e não os encontrei. Dirigi-me a 5 guichês para verificar quanto tempo teria de esperar para a escada rolante voltar a funcionar, em vão. A resposta foi que deveria preencher um formulário para deixar a reclamação.

JOÃO BATISTA CHAMADOIRA / BAURU

A Socicam Terminais de Passageiros explica que as escadas rolantes do Terminal Rodoviário Barra Funda passam por manutenção preventiva mensalmente, e é necessário que o equipamento permaneça desligado por algumas horas. Para atender as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e os demais passageiros há duas rampas (na parte externa do terminal e no mezanino), que estão de acordo com as normas ABNT de acessibilidade. Durante a manutenção, a administradora mantém funcionários treinados para prestar o auxílio necessário. Neste caso, pode ter ocorrido um desencontro.

O leitor relata: É claro que a escada precisa de manutenção, o problema é não ter elevador e só uma escada rolante! Há rampas, mas são longas e íngremes, de difícil caminhada para pessoas idosas e/ou com dificuldades de locomoção. Outra dificuldade foi encontrar o guichê responsável para atender à reclamação. Para uma cidade como São Paulo, esse fato é uma vergonha!

CAIXA ECONÔMICA

Propaganda enganosa?

Em propaganda divulgada na mídia, a Caixa Econômica Federal (CEF) anuncia juros mais baixos para a quitação de dívidas de outros bancos. No entanto, trata-se de propaganda enganosa, que se aproveita do mais profundo desejo de resolver uma situação financeira para arrebanhar mais clientes. Em abril abri uma conta no referido banco para negociar as minhas dívidas. Mas, para minha surpresa, fui informado de que deveria esperar um contato do gerente. Seis meses se passaram e o banco não se manifestou. Conversei com outras pessoas que também não conseguiram o empréstimo depois de terem aberto a conta. Não tenho restrição no meu nome ou qualquer outro motivo que impeça um empréstimo num banco.

MARIO BRITO DA SILVA FILHO

/ SÃO PAULO

A Caixa informa que entrou em contato com o leitor e esclareceu sobre o resultado da análise de crédito do banco e sobre as operações já contratadas.

O leitor reclama: Volto a questionar a propaganda falsa sobre negociação de dívidas. Depois que a conta é aberta, o banco informa que é preciso movimentá-la para obter "pontos".

VILA MADALENA

Fiscalização de 'mijões'

É fato que a Polícia Militar (PM) tem atribuições mais louváveis do que fiscalizar os famosos "mijões" nas regiões da cidade onde há concentração de bares. Mas seria importante que, na Vila Madalena, por exemplo, especificamente nas Ruas Jericó e Rodésia, houvesse uma orientação e fiscalização para coibir essa contravenção. Já flagrei, em plena tarde, um sujeito nessa ação, e ainda fui ameaçado por "estar querendo salvar o planeta", como disse um dos rapazes de classe média alta, que, mesmo passando a vida em boas escolas e malhando o físico em academias, não desenvolveu o sentido mínimo de cidadania e respeito ao espaço público.

JOÃO MONTALEONE / SÃO PAULO

A PM diz que o pedido do leitor está em análise pelo comandante responsável pelo local, a fim de aperfeiçoar os programas de policiamento, sobretudo os de patrulhas ostensivas a pé na região.

O leitor comenta: Agradeço à PM pela intenção de se integrar à comunidade, educando, orientando e coibindo práticas que vão contra o direito e a ordem, garantindo o bom uso do espaço público.

JARDIM PAULISTANO

Fim de descarte de lixo na rua

Na semana passada reclamei sobre o estabelecimento A Quinta do Marquês, que despejava seu lixo na calçada na Rua Venceslau Flexa, no Jardim Paulistano. Informo que, uma semana e meia após a resposta da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), ao que parece o problema foi solucionado.

THIAGO NETZ / SÃO PAULO

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