Local da morte de ganhador da Mega-Sena foi alterado, diz IC

Nesta terça-feira, parentes de Altair Aparecido dos Santos prestaram depoimento aos policiais do DIG de Limeira

Tatiana Fávaro, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2008 | 19h54

A Polícia Civil de Limeira ouviu nesta terça-feira, 18, três parentes do comerciante Altair Aparecido dos Santos, de 44 anos,morto com um tiro no peito na noite de domingo, após churrasco realizado em sua chácara, no Condomínio Residencial Portal das Flores. Em maio do ano passado, Santos ganhou com mais 13 colegas prêmio de R$ 16 milhões na Mega-Sena. Segundo informou o Instituto de Criminalística de Limeira, o local do crime teria sido alterado. De acordo com novas informações que chegaram nesta terça à polícia, o assassinato teria ocorrido por volta de 19h30. A Polícia Militar foi avisada por volta de 21 horas. Os peritos chegaram no condomínio por volta de meia-noite. O laudo do IC deve sair dentro de dez dias, segundo informação da equipe que investiga o caso.   Veja também: Suspeito nega ter matado ganhador da Mega-Sena em Limeira  Problemas que a Mega-Sena traz aos ganhadores    Santos passou o domingo com amigos e parentes em sua chácara, comemorando o oitavo aniversário de Diego, seu único filho. Depois de os convidados deixarem a residência, saiu da casa para apagar uma luz, quando foi atingido. A demora para chamar a polícia teria ocorrido porque, primeiramente, a família pensou em socorrer a vítima. Segundo informou o investigador Gildo Ciola, o local em que Santos caiu foi lavado porque ninguém sabia ao certo o que havia ocorrido. "A família lavou o lugar porque o filho da vítima estava na casa e ninguém queria que ele visse o sangue", afirmou. Santos foi socorrido e levado à Santa Casa de Limeira por um vizinho - que será ouvido nesta quarta-feira.   Nesta terça na delegacia, assim como na segunda-feira, quando Santos foi sepultado, a família não deu entrevistas. Mas a mulher do comerciante, Maria Izabel Cano dos Santos, de 40 anos, e os pais da vítima, explicaram à polícia que não sabiam ao certo o que havia ocorrido com Santos, que não havia voltado para dentro de casa. De acordo com o investigador Valmir Silva, o porteiro Laudelino Batista Paiva disse em depoimento, no último domingo, não ter notado nenhum movimento suspeito na entrada do condomínio.   Paiva informou que duas mulheres - mãe e mulher da vítima - deixaram o residencial e uma delas disse ter ocorrido um acidente. "Não é usual um familiar dizer que houve um acidente em vez de usar as palavras morte, tiro", disse Silva. Mas nesta terça-feira, a polícia afirmou ter esclarecido esse fato. "A vítima saiu para o hospital no carro do vizinho. Os parentes disseram que ele sangrava muito pelo nariz e pela boca. Ninguém sabia se ele tinha levado um tiro, caído ou o que mais podia ter acontecido", afirmou Gildo Ciola.   A Polícia Civil de Limeira recebeu ajuda, por meio de denúncias anônimas, que ajudam na investigação. Os policiais divulgaram o telefone (19) 3441-4997, da delegacia, para quem tiver informações que ajudem a esclarecer o crime, sob sigilo.

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