Lixo põe Viracopos no topo das ocorrências

No Aeroporto de Viracopos, a quantidade de colisões de aviões com aves mais do que dobrou no ano passado - passou de 27 para 56. E fez o local se tornar líder nacional em ocorrências. O problema está ligado ao descarte irregular de lixo nas proximidades do aeroporto, o que acaba atraindo urubus, segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Campinas.

Tatiana Fávaro, N.C. E R.M., O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2011 | 00h00

Cerca de 40 mil pessoas moram no entorno de Viracopos, em bairros que ainda têm matadouros e granjas clandestinas.

A Infraero afirma que o problema também está relacionado ao aumento nos voos em Viracopos, que passou de 32,4 mil em 2008 para 72,4 mil no ano passado, e à vegetação nativa do entorno - os 8,71 hectares de Área de Proteção Permanente são um atrativo para as aves.

Para reduzir riscos, a empresa e órgãos municipais realizam ações de educação ambiental em escolas e estudam um Plano de Gestão do Perigo da Fauna - com uso de métodos sonoros para afugentar aves, como rojões.

Congonhas também apresentou alta, de 38%, na quantidade desses acidentes (foram 40 em 2010). Os pombos são o principal problema. A Infraero diz que faz cortes periódicos de grama e recolhe as aparas para eliminar a fonte de alimento. Também mantém lixos fechados nos pátios e equipes de limpeza de plantão nos pátios dos aviões.

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