Litoral norte tem ações para garantir água na temporada

Sabesp faz cortes preventivos, anuncia investimentos, põe equipes e caminhões-pipa de prontidão, mas cobra uso racional da população

REGINALDO PUPO , ESPECIAL PARA O ESTADO , SÃO SEBASTIÃO, O Estado de S.Paulo

24 Dezembro 2011 | 03h02

Para contornar o crônico problema de falta d'água no litoral norte de São Paulo, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) anunciou nesta semana investimentos de R$ 8,2 milhões e já aposta em uma série de cortes programados e ações pontuais. Desse montante, 1,2 milhão será destinado ao tratamento de esgoto, em uma tentativa de melhorar a balneabilidade das praias.

Com essas medidas, será possível o atendimento de cerca de 1 milhão de pessoas diariamente, com um aumento de 10,3 milhões de litros no fornecimento. As prefeituras estimam que cerca de 1,5 milhão de turistas visitem os quatro municípios da região até fevereiro - ou seja, a população quintuplica. Nos últimos dois meses, as cidades sofrem cortes de água para preparar a estrutura para as férias.

Só que os moradores já temem pela falta d'água. "Desde segunda-feira, ela sai bem fraquinha e não consigo lavar o quintal", diz Andréia Osório, que reside na Praia de São Francisco, em São Sebastião. Em Ilhabela, o problema é sentido em bairros da região sul - na Praia Grande, por exemplo, Mariana Atti tem dificuldade para trabalhar em sua padaria por causa da baixa pressão. "Isso acontece no horário em que os turistas voltam da praia."

Em Caraguatatuba, moradores também da região sul se queixam do problema. "No período da manhã, sai pouca água da torneira", afirma a recepcionista Mônica Janine.

A Sabesp informou que já maneja redes e estações na área e adiantou que haverá intervenções pontuais de captação, tratamento e distribuição de água nos quatro municípios. Entre as medidas anunciadas, estão colocar de prontidão uma frota de 11 caminhões-pipa e equipes para atendimento operacional e controle sanitário, além da vigilância reforçada nas áreas de captações de água.

Alerta. "Mas essas ações não serão suficientes se a população não fizer o uso da água de forma racional", alerta o superintendente da empresa no litoral norte, José Bosco Fernandes de Castro. "Por isso, recomendamos evitar lavar carros, calçadas, quintais, animais e reduzir o tempo de banho."

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