Litoral não tem mais casos após chegada da Rota

O Disque-denúncia da Polícia Militar recebeu ontem três ligações com informações sobre o paradeiro de um suspeito da morte do sargento Marcelo Fukuhara, morto no domingo à noite, em Santos, em meio a uma onda de violência na Baixada. Policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foram a uma casa na Avenida Pedro Lessa, no bairro Aparecida, onde estaria um homem com drogas, armas e uma lista com nomes de policiais marcados para morrer.

WILLIAM CARDOSO, , O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2012 | 03h02

No local, PMs encontraram Mauro Cunha Dias de Castro, de 46 anos, com 15 pedras de crack e 15 porções e 3 tijolos de maconha. Não foram achados armamentos nem a lista. O suspeito, que estava em liberdade provisória, foi preso por tráfico de drogas e encaminhado ao 4.º DP. A polícia informou ser pouco provável a participação de Castro no assassinato de Fukuhara.

Na casa, funcionava o comitê eleitoral de um candidato a vereador, que, segundo o suspeito, não sabia da droga no local.

Investigação. O diretor da Polícia Civil na Baixada Santista, Waldomiro Bueno Filho, afirmou ontem que as investigações apontam para a participação de pelo menos seis pessoas em três carros na execução de Fukuhara. Após a chegada da Rota, não foram registradas novas mortes.

Segundo Bueno Filho, os bandidos estavam preparados para um confronto. Dois carros deram cobertura à ação do veículo onde estavam os atiradores. "Há suspeitos. No caso do sargento, foi um crime muito bem planejado." Ninguém foi preso.

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