Lista prova que construtoras eram beneficiadas, diz MP

O promotor de Justiça Roberto Bodini, que preside a investigação sobre a quadrilha do Imposto sobre Serviços (ISS), afirmou ontem que a lista com detalhes sobre o pagamento de propina em 410 empreendimentos da cidade, divulgada anteontem, confirma suspeitas de que as construtoras eram cúmplices - e não vítimas - do esquema.

Artur Rodrigues, Bruno Ribeiro e Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2013 | 02h05

Os indícios, de acordo com o promotor, são comprovados por outra relação, fornecida pela Prefeitura, de todas as obras fiscalizadas pela quadrilha. "Havia obras que recolhiam até R$ 400 mil após serem fiscalizadas por eles", diz o promotor. "Quem queria pagava 100% do imposto devido", completa. "Nós vamos atrás de todas as empresas."

O MPE obteve ontem a quebra de sigilo bancário e fiscal de outros dois acusados de ligação com o esquema, os fiscais Amilcar Cançado Lemos e Fábio Remesso.

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