Linha de trem para Aeroporto de Cumbica terá nova baldeação

Linha 13-Jade terá 11 km de extensão e três estações, com baldeação só na Engenheiro Goulart

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2011 | 23h12

SÃO PAULO - O governo do Estado definiu o tamanho, o número de paradas e o traçado básico da linha de trem urbano que vai ligar a capital ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. A futura Linha 13-Jade terá 11 quilômetros de extensão, três paradas e ponto final na área dos terminais do aeroporto, com ligação feita por escadas rolantes. O edital para contratar o projeto executivo da linha foi publicado nesta semana.

Os projetos iniciais da linha traziam um traçado diferente: a saída seria na Estação do Brás, na zona leste, onde há conexão com o Metrô, e passaria pelo Tatuapé antes de chegar a Engenheiro Goulart. Com a mudança, o usuário do metrô terá de fazer uma baldeação a mais para chegar até o aeroporto, utilizando a Linha 12-Safira antes de acessar o novo ramal.

Segundo o presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Mário Bandeira, a linha será projetada para que o intervalo de um trem para outro seja de seis minutos. Serão dez trens, com oito vagões cada, fazendo o percurso.

O trem sairá da Estação Engenheiro Goulart (da Linha 12-Safira), na zona leste da capital, cruzará a Rodovia Ayrton Senna, terá uma parada no conjunto habitacional Cecap, já batizada de Zezinho Magalhães, e terminará no aeroporto. As duas últimas estações serão construídas do zero. A estação Engenheiro Goulart será reformada para abrigar as duas linhas.

O edital lançado nesta semana vai contratar o projeto que vai definir o traçado final da linha e todos os detalhes técnicos da estação. Os envelopes com as propostas comerciais deverão ser abertos em 20 de dezembro. A previsão da CPTM é de que a obra só comece no fim do ano que vem. E só fique pronta em dezembro de 2014, depois da Copa do Mundo.

Lotes. Ainda de acordo com o presidente da CPTM, a construção da linha será dividida em três lotes. Mas o governo ainda não decidiu se vai permitir que uma mesma empresa (ou consórcio) construa mais de um lote - uma das limitações que resultou na paralisação das obras da Linha 5-Lilás do Metrô. A estimativa do Estado é de que, ao todo, a nova linha custe R$ 1,2 bilhão, incluindo a compra dos trens. Os recursos vêm de empréstimos já contratados pelo Metrô.

Há cerca de um mês, o secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou que o Estado analisava se a construção e a operação da linha poderiam ser feitas por Parceria Público-Privada (PPP). Ontem, ele disse que isso ainda não está decidido.

CUSTO

- R$ 1,2 bilhão é o valor estimado da obra

- 36 meses é o prazo que a CPTM dá para que as obras estejam prontas

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