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Linha Azul do Metrô pára após pane em trem na Estação Paraíso

Composição quebra e trens param de circular; esta é a quarta vez, em 13 dias, que o Metrô tem problemas

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18 de janeiro de 2008 | 07h57

A Linha 1-Azul do Metrô ficou praticamente parada por quase três horas na manhã desta sexta-feira, 18, depois de uma composição quebrar entre as estações Ana Rosa e Paraíso. O problema aconteceu às 6h47 e começou a ser normalizado às 9h20. O problema de tração aconteceu próximo à Estação Paraíso, quando uma das composições seguia em direção ao Jabaquara, segundo o Metrô. A linha faz a ligação entre o Jabaquara e o Tucuruvi - entre a zona sul e a zona norte da capital. Esta é a quarta vez, nos últimos 13 dias, que um defeito em linha prejudica os passageiros do metrô de São Paulo.  Veja também:Metrô justifica pane e diz que trem teve problema em tração Na Estação Ana Rosa, os usuários eram avisados de que os trens que iam em direção ao Jabaquara tinham velocidade reduzida, mas alguns ficaram mais de uma hora esperando por um trem. Em direção ao Tucuruvi, os trens passavam com velocidade reduzida. Funcionários do Metrô devolviam bilhetes a passageiros que entravam na estação, mas, com a demora dos trens, resolviam usar outro tipo de transporte. As entradas das estações da Linha Azul também tinham filas. Na Estação Conceição, por exemplo, apenas duas catracas operavam e a fila chegava até a escada de saída da estação.  Os passageiros perceberam o problema no trem que seguia ao Jabaquara quando a composição sofreu sucessivos solavancos e, de acordo com informações da Rádio CBN, alguns chegaram a se machucar. A pane teria começado a acontecer quando o trem saiu da Estação Sé em direção à Estação Liberdade. Os usuários tiveram que sair do trem e caminharam pelos trilhos - o que foi negado pela assessoria do Metrô.  Na Avenida Jabaquara, na zona sul, o trânsito ficou complicado em direção ao centro. Os ônibus chegavam lotados aos pontos, que ficaram cheios. "Já liguei para o trabalho avisando, mas na hora de registrar o atraso, o Metrô não vai estar lá para me salvar. É um desrespeito", afirmou a recepcionista Maria de Fátima Sousa, de 19 anos, reclamando do atraso dos trens. A Linha 2-Verde - que faz a ligação entre a Vila Madalena e o Alto do Ipiranga. Escadas rolantes da Estação Sé do Metrô lotada de usuários. Foto: Werther Santana/AEPanes Na terça-feira, 15, um defeito paralisou um trem e pelo menos 135 mil passageiros da Linha 3 - Vermelha - que faz a ligação entre Corinthians/Itaquera e Palmeiras/Barra Funda. A circulação das composições ficou interrompida por 29 minutos, no horário de pico, das 7h10 às 7h39, depois que um trem lotado, que seguia no sentido Barra Funda, apresentou um problema de tração na altura da Estação Bresser, na zona leste. Para um metroviário que não pode ter seu nome publicado e que trabalha há 20 anos na companhia, nos setores de manutenção e vias e de trens, o defeito foi mais um dos que podia ter sido evitado com mais investimento em manutenção, segundo reportagem do Jornal da Tarde. O Metrô negou e disse que os gastos com a área estão aumentando. Estação Sé do Metrô. Foto: Werther Santana/AE Manutenção "O modelo de manutenção do Metrô tem mudado para pior desde a gestão do ex-governador Geraldo Alckmin", explica o metroviário. Segundo ele, funcionários especializados que se aposentam, como técnicos, não são substituídos na mesma velocidade. Além disso, diz, o Metrô terceirizou serviços que antes eram feitos por metroviários. "O terceirizado sabe que está prestando um serviço temporário e não tem o mesmo comprometimento com a qualidade de um funcionário do Metrô", conta. "Há alguns anos, a companhia chegou a ter 12 mil funcionários. Hoje, são 7 mil." Segundo o metroviário, já chegaram a ocorrer furtos de cabos de aterramento nas galerias das estações, por conta da falta de segurança. "Nos últimos dois anos, tivemos pelo menos quatro roubos grandes", diz. "Outro exemplo: quando havia mais funcionários, as equipes de inspeção das vias se dedicavam com mais atenção a trechos menores. Hoje, cada uma faz as inspeções, nas madrugadas, por trechos muito maiores." Além disso, segundo ele, há trens que circulam com peças que já superaram sua vida útil. O Metrô também nega isso. Outros problemas 9 de janeiro - um problema mecânico entre as estações Santa Cruz e Praça da Árvore, da Linha 1 - Azul (Jabaquara/Tucuruvi), prejudicou a circulação dos trens por quase cinco horas (foto). Os isoladores de energia da barra de alimentação de eletricidade se romperam às 9h40. A barra é paralela aos trilhos do Metrô e é por meio dela que o trem capta energia. A barra só foi substituída às 14h31. Os vagões circularam com velocidade reduzida. O intervalo entre um trem e outros ultrapassou os 10 minutos. Na operação normal, a média é de 4 minutos entre as composições.Por causa da pane, as plataformas ficaram lotadas; 6 de janeiro - problema semelhante ao de ontem obrigou os passageiros a sair de uma das composições da Linha 2 - Verde (Alto do Ipiranga/Imigrantes) na Estação Paraíso. O trem apresentou falta de tração. A falha foi constatada às 6h48. O reboque chegou em 4 minutos; 14 de dezembro - uma falha nos cabos da Linha 1 obrigou o Metrô a reduzir a velocidade dos trens para um terço do normal. Houve aglomeração nas plataformas e duas pessoas passaram mal. Uma mulher foi empurrada após desembarcar na Estação Sé. Ela caiu na plataforma e foi hospitalizada com ferimentos leves. A pane começou às 4h40. O intervalo entre os trens foi regularizado às 8h52, mas a situação no embarque e desembarque só voltou ao normal depois das 10 horas. Texto alterado às 9h36 para acréscimo de informações. (Colaboraram Gustavo Miranda, do estadao.com.br, Naiana Oscar, do Jornal da Tarde, e Solange Spigliatti, do estadao.com.br)

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