Linha 5-Lilás terá composições com 36 assentos a menos

Capacidade será a mesma que a atual, mas mais pessoas vão viajar de pé; trens não ter mais divisões entre vagões

O Estado de S.Paulo

31 Março 2013 | 02h04

O conforto vai diminuir para os passageiros da Linha 5-Lilás do Metrô. Ao menos, se por uma viagem confortável levar-se em conta ir sentado no vagão. É que os 26 novos trens desse ramal, que liga o Capão Redondo a Santo Amaro, na zona sul da capital, terão, cada um, 36 assentos a menos do que as composições já em operação. O número de bancos cairá de 270 para 234. Lugares para cadeiras de rodas continuarão sendo dois.

Apesar disso, a capacidade deles será praticamente a mesma nos horários de pico: 1.926 passageiros na configuração limite de oito pessoas por metro quadrado. Os trens da frota atual levam até 1.924 pessoas em situações assim. Contudo, uma característica das novas composições ao menos ajudará os usuários a se distribuírem melhor nos vagões.

É que eles não terão divisórias entre os carros, permitindo a circulação pelo trem inteiro, como já acontece na Linha 4-Amarela.

Na frota das linhas mais antigas do sistema (a 1-Azul, a 2-Verde e a 3-Vermelha), os vagões ainda são separados. Mas em 2011, o Metrô lançou edital para a compra de 15 trens "sem barreiras" para esses ramais. Eles devem chegar nos próximos anos.

O primeiro trem da nova safra já está pronto e passando por testes em Hortolândia, no interior, onde fica a fábrica da Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles (CAF), responsável pela construção. Segundo a empresa, essa composição "deverá ser entregue para o Metrô de São Paulo em meados de abril". O Metrô, por sua vez, informou em nota que a chegada do trem ao pátio Capão Redondo "está prevista para o segundo semestre". Depois disso, serão realizados testes para trem entrar em operação no fim do ano.

Cada composição nova tem seis vagões, como as antigas, e pode chegar 80 km/h. Oito trens já rodam na Linha 5-Lilás, todos entregues em 2002, quando o ramal foi aberto. / C.V.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.