Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Linha 4 do Metrô terá acesso restrito no carnaval

Entrada controlada nas Estações Faria Lima e Fradique voltará a ser adotada, a exemplo do que ocorreu sábado e motivou queixas de foliões

Adriana Ferraz e Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

21 Fevereiro 2017 | 03h00

SÃO PAULO - O receio era com o centro e a Vila Madalena. Só que mais de 1 milhão seguiu os blocos de rua paulistanos em Pinheiros, zona oeste, neste fim de semana - mais que o dobro do previsto. O “sucesso” já antecipado do carnaval de rua, como definiu nesta segunda-feira, 20, o prefeito, João Doria (PSDB), impôs um desafio à Prefeitura: manter o nível de varrição do domingo. Já quanto à queixa central, a dificuldade de acesso à Linha 4 na dispersão, vale um aviso: a restrição estratégica ao transporte valerá durante todo o carnaval.

Os foliões ainda reclamavam nesta segunda. “É preciso pensar e planejar com carinho, pensando na cidade como um todo, não somente nos foliões, mas em todos os cidadãos. No sábado, fiquei indignada por estar fechada a Estação Fradique”, reclamou Ana Luiza Borges, fundadora do bloco Bastardo. 

A concessionária ViaQuatro afirmou que “em consequência do grande número de pessoas e visando à segurança dos passageiros, foi necessário organizar o fluxo de embarque”. A empresa relatou público 74% maior em relação ao sábado anterior. 

Procurada, a Secretaria de Transportes Metropolitanos informou que a medida adotada será agora “uma estratégia operacional diferenciada, com a segregação de entradas e saídas das Estações Faria Lima e Fradique Coutinho por acessos diferentes”. “A medida permitirá uma melhor distribuição do fluxo de usuários, esperado para a região atendida por essas duas estações.” A ViaQuatro não detalhou o assunto.

Lixo. O Largo da Batata, na zona oeste, amanheceu nesta segunda com sacos de lixo amontoados, confetes, pedaços de papel e cacos de vidro espalhados. Os garis da Prefeitura varriam as calçadas e um caminhão de lixo recolhia os sacos. O movimento do fim de semana surpreendeu quem mora e trabalha na região. Às 14 horas de sábado, havia tantas pessoas no Largo que a loja do vendedor Paulo Barreto, de 61 anos, teve de fechar mais cedo. “A porta estava cheia de gente”, relatou.

Barreto afirmou que este pré-carnaval foi mais sujo e com mais gente do que em 2016. Também teve a mesma percepção o mestre de restaurante Augusto Torres, de 30 anos, morador da região. “Não sou contra carnaval, mas era um absurdo de gente. Não dava para andar.” 

“Já disse publicamente isso: acho que falhamos no sábado, subestimamos o volume de público, que se estima em 250 mil pessoas e foram mais de 700 mil, considerando todas as áreas da cidade, quase três vezes mais, o que não nos desobriga da falha como não nos desobrigou a agirmos no domingo com mais eficiência”, disse Doria nesta segunda. “Todas as equipes da Prefeitura, especialmente nas áreas de segurança urbana e zeladoria, fizeram uma operação exemplar (no domingo), quando os problemas foram mínimos e a situação melhorou muito. E vamos continuar a melhorar até o fim do carnaval.”

No cruzamento da Avenida Paulista com a Rua Augusta, outro ponto de concentração de blocos no fim de semana, não havia mais sujeira dos foliões nesta segunda. A agilidade, segundo os garis, foi motivada principalmente por reclamações de moradores e comerciantes. 

As equipes de limpeza da Prefeitura recolheram 614,1 toneladas de lixo entre sexta-feira e domingo. As ruas foram lavadas com 1.423 metros cúbicos de água de reúso. Só na região central, a limpeza contou com 400 pessoas - há 1.506 escaladas para os blocos, com investimento de R$ 2,5 milhões em varrição. Até o dia 5 de março, pelo menos mais 217 blocos passarão pelas ruas paulistanas. / COLABOROU BRUNO RIBEIRO

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