Lindembergue havia recebido garantia de integridade física

Durante a tarde, havia a expectativa de que o seqüestro das duias jovens terminaria pacificamente

da Redação,

17 de outubro de 2008 | 20h07

Horas antes da invasão pela polícia do apartamento onde Lindembergue Alves, de 22 anos, mantinha a ex-namorada Eloá, de 15, refém, o assistente da Procuradoria Geral da Justiça, Augusto Eduardo de Souza Rossini, havia passado pelo local, representando o promotor geral da Justiça de São Paulo, Fernando Vieira. Rossini trazia consigo um documento que garante a integridade física de Alves. À noite, após a prisão de Alves, seu advogado, Eduardo Lopes, anunciou que abandonava o caso.  Veja também:'O que deu errado foi o tiro que ele deu na menina', diz coronel Polícia invade, reféns são levadas e seqüestrador é preso Pai de Nayara diz que foi ‘expulso’ pela PM de escolaSeqüestro em Santo André é o mais longo registrado em SPJovem disse que vai matar ex-namorada se polícia invadir o local  "O Ministério Público de São Paulo está aqui para apoiar a polícia e a defesa (de Lindembergue) no sentido de garantir a integridade física de todos os envolvidos. Nós queremos preservar a via humana", afirmou Rossini. Logo após sua chegada, os negociadores da polícia, o advogado, uma das irmãs e um cunhado do seqüestrador e o assistente da procuradoria foram para a frente do prédio, onde ficaram por alguns instantes, e voltaram à base da polícia montada na região. Com o final do seqüestro e a invasão do apartamento por policiais, Alves foi subjugado e preso. Imagens da televisão sugerem que ele teria resistido à prisão, forçando os policiais a usar de força para imobilizá-lo. A expectativa, durante parte da tarde, era de fim iminente do seqüestro, com a provável libertação das reféns. Após a invsaão do apartamento, em entrevista coletiva, o coronel Eduardo José Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, disse que "o que deu errado foi o tiro que ele deu na menina".  O comandante afirmou que os policiais decidiram entrar no imóvel no início da noite desta sexta-feira, 17, após ouvirem um disparo.  Na quarta-feira, demonstrando cansaço e com a voz um pouco mole, Alves chegara a conversar por telefone com reportagem do Estado. na ocasião, ele havia dito que se entregaria no momento propício. No entanto, afirmou que mataria a ex-namorada caso o apartamento fosse invadido. Alves preferiu não falar sobre sua vida e disse que tudo seria feito no momento certo.  Nos quarenta dias que antecederam o seqüestro, Alves, que é auxiliar de produção, ligou todos os dias para Eloá. Dizia que precisavam conversar. Insistia. Chegou a ligar 15 vezes numa só tarde. "Ele gosta tanto dela que se desequilibrou", diz V., uma das melhores amigas de Eloá, que mora na frente do prédio onde o crime ocorreu. desde as 13h30 de segunda-feira. Com 1,75 metro e cerca de 70 quilos, "Liso", como é conhecido no conjunto da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), onde mora com a família, Lindembergue era definido por parentes e amigos como "um rapaz trabalhador", um tipo normal que batia bola aos sábados na quadra da escola próxima da casa, mas que perdeu o equilíbrio diante das negativas de Eloá em reatar um namoro recém-terminado. "Ele não se conformava. Brigava por causa do Orkut, das mensagens de celular, dos amigos que se aproximaram novamente", relatou V..

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