Lindemberg teme ser morto na cadeia e advogada fará a defesa

Advogada assume a defesa de Lindemberg, que está isolado em uma cela do CDP de Pinheiros

Da Redação,

20 de outubro de 2008 | 09h53

Preso no CDP de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, Lindemberg Fernandes Alves, de 22 anos, teme ser assassinado dentro da cadeia. Lindemberg está preso desde o fim do seqüestro de Eloá Cristina Pimentel da Silva, de 15 anos, que teve a morte cerebral decretada na noite de sábado após ser atingida por duas balas - uma na cabeça e uma na virilha - no fim da tarde de sexta. A advogada Ana Lúcia Assadi assumiu a defesa de Lindemberg e deu entrevista à Rede Record na manhã desta segunda-feira, 20.   Veja também: Corpo de Eloá será enterrado em cemitério de Santo André Coração de Eloá é doado a mulher de 39 anos  Saiba como foi o fim do seqüestro  Confira cronologia do seqüestro  Galeria com imagens do seqüestro  Todas as notícias sobre o caso  Imagens da negociação com Lindemberg Alves I   Imagens da negociação com Lindemberg Alves II   Eloá, 'uma menina falante'; Lindemberg, 'um trabalhador'  Seqüestro em Santo André é o mais longo registrado em SP   A advogada afirmou que foi procurada por um amigo da família de Lindemberg, que não quis ser identificado, e que vai assumir a defesa dele. No entanto, ela não afirmou quais serão os próximos passos tomados pela defesa, já que ela ainda não tem conhecimento do inquérito da prisão em flagrante. Em uma carta divulgada na manhã desta segunda, Lindemberg declara que teme ser assassinado na prisão e pede ao Estado que continue protegendo sua vida. Ele está numa cela isolada após presos o terem ameaçado.   Segundo a advogada afirmou, o crime cometido por Lindemberg não foi premeditado e ele teria declarado que não fez nenhum disparo momentos antes da invasão do apartamento.   A Polícia Civil autuou o jovem por cárcere privado, periclitação de vida, homicídio e duas tentativas de homicídio (contra Nayara e um sargento da Polícia que presidia a negociação no início do caso). A Polícia deve ouvi-lo, mas não há data marcada para o depoimento.   A reconstituição do crime será feito após Nayara Silva receber alta hospitalar. O delegado da Seccional de Santo André Luiz Carlos dos Santos afirmou que Nayara "é de vital importância" e confirmou que os disparos foram dados pela arma de Lindemberg, uma arma calibre 32.   São dez dias para concluir o caso por se tratar de flagrante. Pela complexidade, algumas diligências serão prolongadas em "autos apartados". Dezoito pessoas já foram ouvidas, entre elas, os cinco policiais que participaram da ação no momento da invasão. As armas dos policiais e um escudo, com marca de balas, foram encaminhadas para a perícia.   Santos não quis opinar sobre a ação do Gate e só comentou que "são profissionais respeitados, de valor, que sabem o que estavam fazendo ali". "Não cabe a mim comentar a operação do Gate. Eles têm poder de definir a hora da invasão e criminalmente não é tão importante a hora da invasão", afirmou.   O delegado contou um pouco sobre o depoimento de Nayara sobre a rotina dentro da casa durante o seqüestro. "Para dormir ele as amarrava com fita adesiva e roupas. Eles tomaram banho normalmente e Eloá cozinhava", disse o delegado.

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